Como falar Francês em um ano?

Muitas pessoas se matriculam num curso de francês querendo aprender a falar francês para quando forem fazer uma viagem à Paris ou quem sabe à Côte d’Azur. Mas, depois de algum tempo elas percebem que vão precisar de 4 ou 5 anos de curso para se tornarem fluentes.

A maior parte das pessoas acaba desistindo seja por falta de tempo, de dinheiro ou apenas porque mudaram de prioridade e aí fica aquele sentimento de frustração. Mas será que essa é a melhor forma de aprender uma língua? Com certeza não foi assim que você aprendeu a falar português. O aprendizado da língua materna se dá de forma natural e é da mesma forma que você aprende uma segunda língua quando mora em outro país.

Foi assim comigo quando eu aprendi inglês fazendo um intercâmbio nos Estados Unidos. Se você tiver a chance de morar num país francófono, essa é sem dúvida a melhor forma de aprender Francês. Além de viajar e conhecer o mundo, você vai poder imergir na cultura do lugar e com certeza terá experiências incríveis.

Se você não pretende morar em outro país, não desanime! Apesar de ser mais difícil, não é impossível. Vou compartilhar com você como eu mesma aprendi francês. Eu fui morar na França com a minha família pra fazer um curso de pós graduação em inglês (é isso mesmo, até porque eu não sabia nada de francês). Durante as 8 horas diárias de curso eu assistia aulas em inglês e me comunicava em inglês, até porque a maioria dos alunos era estrangeira. Quando chegava em casa eu falava com a minha família em português e ainda tinha que cuidar das crianças, ficar com o meu marido e estudar pro curso. Realmente não me sobrava tempo para estudar francês.

Durante os fins de semana, quando eu ia à uma loja ou supermercado e me aventurava a falar algo em francês, ao perceberem o meu sotaque horrível, as pessoas me respondiam em inglês ou espanhol (acho que para me poupar do constrangimento). Aí veio a triste constatação: ao final de três meses eu estava exatamente no mesmo nível de francês que ao sair do Brasil, ou seja nenhum!

Como eu tinha estabelecido uma meta de aprender a falar francês durante a viajem, eu me perguntei: como aprender a falar francês num mundo que todo mundo a minha volta fala inglês? Foi então que eu resolvi procurar na internet meios de aprender francês pelo celular, já que eu também não tinha tempo livre para fazer um curso de Francês. Baixei todos os aplicativos de línguas e eu e o meu filho ficávamos fazendo as aulinhas no celular. Um dia, navegando na internet, encontrei uns vídeos no YouTube de um cara que desenvolveu um curso de francês utilizando o método de aprendizagem natural. Eu comecei a escutar o que ele estava falando e me identifiquei de imediato.

Fui aproveitando o conteúdo gratuito que ele oferecia, até que resolvi comprar o curso. Posso te dizer que foi a melhor coisa que eu fiz e, graças ao Johan, eu aprendi a falar francês em 10 meses. O Johan desenvolveu o Français Authentique baseado na sua experiência própria no aprendizado do Alemão. Hoje são mais de 8.000 pessoas que já aprenderam francês utilizando esse método.

Para aprender uma língua é fundamental termos contato com o idioma. A internet, TV à cabo e Netflix são fontes inesgotáveis de conteúdo em todas as línguas, mas nem sempre é fácil e rápido encontrarmos uma seleção de conteúdo interessante. Se você quer ter acesso a um conteúdo em francês de qualidade, aqui está o link para o curso que eu fiz. Se funcionou para mim e pra todas essas pessoas, eu tenho certeza que vai funcionar pra você também!

Bonne chance et à bientôt!

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Viajando pela Europa com Crianças

Viagens em família são experiências muito ricas e uma ótima oportunidade de crescimento para todos. Se você decidiu levar os seus pimpolhos para conhecer o velho continente, aqui vão algumas dicas para te ajudar. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

  1. Providencie a documentação necessária: Para entrar na Europa é exigido passaporte com validade maior que 6 meses e um seguro de viagem. A União Europeia exige de estrangeiros um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Se o seu filho é brasileiro, menor de idade e ele vai viajar acompanhado de apenas um dos responsáveis (o pai ou a mãe), você precisará de uma Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior.
  2. Economize na bagagem: Não leve o guarda roupa inteiro das crianças. Leve apenas o essencial e se precisar você pode sempre lavar roupas durante a viagem. Há lavandeiras que você mesmo lava e seca as roupas e, se você optou por ficar em um apartamento, com certeza terá uma máquina de lavar roupas.
  3. Leve o carrinho e a cadeirinha do carro: O carrinho de bebê é uma superajuda pois evita que a criança fique muito cansada e poupa os pais de ter que carregá-la no colo muito tempo (e, de quebra serve para guardar cacarecos como água, comida, brinquedos, casacos, etc). Porém tenha em mente que em cidades grandes onde o metrô é mais antigo, como Londres ou Paris, há poucos elevadores e você pode ter dificuldade para subir e descer as numerosas escadas. Para crianças muito pequenas o canguru também pode ajudar. Se for alugar um carro, a economia de levar a sua própria cadeirinha pode ser significativa. Além disso, as companhias aéreas permitem que você leve esses dois itens sem descontar da sua franquia de bagagem (inclusive algumas low cost como a Easyjet, por exemplo).
  4. Tenha um kit de primeiros socorros: como seguro morreu de velho, não custa nada conversar com o seu pediatra e pedir pra ele um kit para a viagem com remédios para dor, febre, enjoo, antialérgicos, anti-inflamatório, termômetro, etc. Tomara que você não precise usar, mas caso precise, está tudo à mão.
  5. Minimize os deslocamentos: as crianças não têm paciência de ficar horas se deslocando, então escolha lugares próximos, a no máximo 3 horas de viajem um do outro e que vocês possam conhecer de carro ou trem.
  6. Dê preferência às cidades menores: Se passear nas capitais é cansativo para os adultos, imaginem para os pequenos! Considere a possibilidade de você fazer a sua base em uma cidade menor e de lá partir para conhecer os arredores. Dependendo da época, você pode conseguir boas tarifas ficando em hotéis tipo resort, com atrações para as crianças, em cidades próximas às que você quer visitar (o difícil vai ser você tirar eles do hotel!). Por exemplo: se você pretende ir a Lisboa com as crianças, que tal ficar em Cascais e de lá pegar um trem para Lisboa ou passear de carro até Cintra?
  7. Agrade a todos: Intercale programas do seu interesse com programas do interesse das crianças. Crianças pequenas em geral não tem muita paciência para muitas horas em filas ou mesmo dentro de museus. Comprar bilhetes pela internet (do próprio hotel) pode te poupar de algumas filas. Se você for visitar museus, opte pelos museus menores ou aqueles que tem um atrativo para as crianças (em geral elas gostam muito de museus de história natural). Barganhe com os pequenos incluindo um pique nique no parque ou uma parada no parquinho para brincar. Se o seu filho anda de patinete, essa pode ser uma boa opção para tornar o passeio mais interessante para os pequenos e agradar a toda a família.
  8. Dê preferência por hotéis com cozinha: na Europa existem várias cadeias de hotéis (por exemplo: http://www.pierreetvacances.com que oferecem quartos com cozinhas equipadas. Sabe quando você chega do passeio com as crianças cansadas e ninguém tem mais energia para sair novamente para comer? Se você tem uma cozinha à disposição, você pode deixa-las ver um desenho, já de pijama, enquanto você prepara um jantarzinho pra eles. Além de ser mais em conta, todos vão apreciar a comidinha caseira. Você também pode se sentir um local alugando um apartamento residencial. Isso é muito comum na Europa e há sites como por exemplo o http://www.airbnb.com ou o http://www.homestay.com onde você pode encontrar boas opções.
  9. Tenha sempre em mãos água, comida, brinquedos e lencinhos umedecidos: Em alguns lugares os estabelecimentos fecham durante um determinado horário do dia, então ter água, comida e brinquedos à mão vai aumentar a sua autonomia enquanto estiver na rua. Em alguns lugares na Europa é possível beber água da “bica”, como na França e na Itália, por exemplo. Nesse caso você pode encher a sua garrafinha em praças e outros locais públicos. Os brinquedos são essenciais para distrair quando eles estão cansados e, nesse caso, vale lápis de cor, adesivos, ou qualquer outra distração. Os lencinhos umedecidos são um coringa e são ótimos para limpar as crianças quando não há água por perto.
  10. Relaxe com os horários e a alimentação: viajar significa sair da rotina, então seja mais flexível nos horários habituais de comer e dormir. Quando voltarem pra casa você pode impor novamente as regras do dia a dia.

Espero que essas dicas te ajudem a planejar a sua viagem em família. Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se quer uma ajuda para planejar a sua viajem, leia também o post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.

Boa viagem em família!

4 Etapas Para Planejar a sua Viagem dos Sonhos para a Europa

Neste post eu vou compartilhar com você as 4 etapas que eu utilizo para planejar as minhas viagens e, que podem te ajudar a planejar a sua viagem dos sonhos.

Seguindo essas etapas, além de você poder conhecer os principais pontos turísticos, você também terá tempo para explorar o lugar, se perder pelas cidadezinhas encantadoras do interior e conhecer um pouquinho da cultura dos países que você escolher. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

Etapa 1: pesquise e pense na logística da viagem

Pesquise alguns lugares que você gostaria de ir, visualize eles no mapa e cheque a distância entre eles. Você não quer perder tempo tendo que ir e voltar grandes distâncias. Se forem próximos, você poderá se deslocar de carro ou de trem e, se forem muito longe, você provavelmente terá que se descolar de avião. Vale lembrar que na Europa tem muitos voos low cost baratos, mas a franquia de bagagem em geral é bem pequena e isso significa que você vai precisar esquecer aquelas 2 malas de 32 quilos permitidas para os voos internacionais saindo do Brasil!

Etapa 2: decida quando e onde você quer ir

  • Prefira a primavera e o outono. Na minha opinião a época mais bonita pra viajar pela Europa é a primavera, quando os campos estão floridos, as pessoas começam a voltar para as ruas e tem festivais de música por toda a parte. O Outono também é legal, com o colorido das árvores. No começo do outono você ainda pega os dias longos e o final do calorzinho do verão. Durante o inverno os dias são curtos (escurecem cedo) e as cidades menores ficam desertas. A melhor alternativa é mesmo ir para a montanha, esquiar e aproveitar a neve! Durante o verão, os dias são longos e é bom para curtir as praias. Porém, a Europa inteira está em férias escolares, então se prepare para pegar filas nas atrações turísticas e pagar 2 ou 3 vezes o preço nas tarifas dos hotéis.
  • Escolha 1 país por semana. Comece pensando no país ou países que você gostaria de conhecer. Como você está planejando a viagem dos seus sonhos, isso não é uma gincana pra ver quantos países consegue passar em 15 dias! Eu sugiro que você escolha apenas 1 país e aproveite para conhecer bem a região. Mas, como eu sei que é difícil de resistir à tentação de aproveitar a viagem para conhecer mais de um país, eu uso sempre a razão de 1 semana por pais. Pense que cada dia de check-in/check-out de hotel e de deslocamento é tempo perdido, pois envolve arrumar mala, carregar a mala (que não tem esse nome à toa!) e chegar com antecedência para pegar um voo ou um trem. Por exemplo, se você vai passar 2 semanas, escolha dois países e, no máximo 3, se forem próximos.
  • Alterne grandes cidades com cidadezinhas menores. Apesar dos cartões postais estarem nas capitais, o encanto da Europa está nas cidadezinhas. Aproveite para se perder nas estradinhas vicinais que te levam a campos floridos, castelos, moinhos, lagos e praias lindas. Além disso, enquanto você estiver na cidade grande você vai andar muito a pé e utilizar os meios de transportes públicos. O que significa que depois de 4 ou 5 dias andando pra cima e pra baixo, você vai precisar mesmo de um descanso. Vou te dar um exemplo: se você vai incluir Paris no seu roteiro, pense em incluir também um passeio pelo Vale do Loire ou pela Região de Champagne. Se você vai a Roma, considere passar uns dias na Toscana. Se você vai a Bruxelas, Bruges é uma ótima pedida. Se você vai a Barcelona, a Costa Brava é imperdível!

Etapa 3: compre o bilhete aéreo de ida e volta

  • Compre um bilhete que vai para um destino e volta de outro. Se você não resistiu e optou por mais de um país, que tal otimizar o seu voo e comprar um bilhete que vai para um país e voltar de outro? Por exemplo, você decidiu conhecer a França e a Suíça. Dê uma olhada nos voos indo para Paris e voltando de Genebra. Isso vai evitar a viagem de volta de Genebra para Paris.
  • Aproveite as conexões. Se você é do tipo que gosta de explorar todas as alternativas, uma opção é aproveitar as conexões. Agora, se você é do tipo indeciso, nem pense nisso, pois são tantas as alternativas que isso só vai te deixar mais confuso (vá para a etapa 4). Algumas companhias aéreas não cobram a mais se você parar alguns dias na sua conexão. Por exemplo: se você conseguiu uma viagem mais barata pra Paris pela Ibéria via Barcelona por exemplo, talvez valha a pena considerar incluir Barcelona no seu destino e ficar alguns dias lá.

Etapa 4: Decida a hospedagem e os deslocamentos intermediários

  • Fique no mínimo 3 dias no mesmo hotel. Se você quer conhecer uma região, escolha um ponto central como base. Mudar de hotel, além de ser um saco, é perda de tempo e amarra o seu roteiro. Planeje pelo menos 3 dias no mesmo hotel e use o carro, trem ou ônibus para ir e vir. Isso te dará a chance de mudar de ideia e incluir outro lugar no meio do caminho, ou de voltar aquele lugar que você se apaixonou! Por exemplo: se você quiser conhecer a Côte D’azur, você pode ficar em Nice ou em Villefranche-sur-Mer e ir a Saint-Jean-Cap-Ferrat e Mônaco de ônibus (que é o melhor meio de se locomover lá). Se você quer se sentir em casa, há muitos hotéis que são como se fossem apartamentos e tem cozinha totalmente equipada pra você fazer um jantarzinho a dois.
  • Evite os carros enquanto estiver nas capitais. Além de economizar com o aluguel do carro, você também evitará transito e problemas para estacionar. Em geral as locadoras de carro cobram uma taxa para pegar o carro em um país e devolver em outro. Eu sempre vejo se vale a pena fazer isso ou se é melhor pegar e devolver no mesmo país e viajar para o próximo lugar de trem ou de avião.
  • Prefira os carros quando for explorar as cidades menores. Nada melhor do que aproveitar para pegar um carro e explorar o interior. Você terá o prazer de dirigir em outro país, apreciando a paisagem durante a viagem e descansando os seus pezinhos inchados (de andar na cidade grande)! Por exemplo se estiver indo passar uns dias em Lisboa e de lá for para Albufeira, pegue o carro na estação de trem quando estiver saindo de Lisboa, vá para Albufeira de carro para poder explorar a região e se perder nas estradinhas vicinais e praias maravilhosas e, devolva o carro no aeroporto de Lisboa, por exemplo.

Agora que você já tem o passo a passo para planejar a sua viagem, é hora de arregaçar as mangas e transformar o seu sonho em realidade. Inspire fundo e mãos à obra! Espero que esse passo a passo seja útil pra você planejar a sua viajem dos sonhos assim como ele é pra mim e para o meu marido.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você pretende viajar com os seus filhos pequenos, leia também o post Viajando pela Europa com crianças.

Boa viagem e até a próxima!

Dicas para Evitar Crises Nervosas Fora de Casa

Durante um passeio longo ou uma viagem, toda a família sai da rotina e bagunça os horários de descanso e refeição. No entanto o sono, a fome e o cansaço são elementos perfeitos para desencadear uma crise.

Se você vai sair para passear com o seu filho, com certeza você quer aproveitar bastante o tempo que passarem juntos, certo? Então, aqui estão algumas dicas para o seu passeio ser tranquilo e divertido para todos.

Tenha sempre comida por perto: em geral as crianças perdem o controle quando estão com sono, cansadas ou com fome. Se você está saindo para um passeio longo ou uma viagem de férias cansativa, leve sempre com você água e comida e o incentive a ter alguns momentos de descanso. A hora do piquenique, além de prazerosa, é uma oportunidade para o seu filho parar um pouquinho e descansar.

Não perca para o seu filho: isso as vezes parece impossível, mas tenha em mente que nós adultos somos mais experientes que nossos filhos e portanto mais espertos que eles. Se o seu filho insiste em algo até conseguir e acaba te vencendo pelo cansaço, proponha uma alternativa que ele aceite, dessa forma você é que ganha a disputa, e não ele. Só entre na batalha se for pra ganhar. Se você não está com paciência para manter a sua posição até o final, ceda logo e deixe ele fazer o que está pedindo.

Não tente impor limites quando as crianças estão cansadas: é muito normal querermos repreender um mau comportamento, principalmente se estivermos em público, onde o pai ou a avó estão presentes e cobram de nós uma atitude mais dura com a criança. São nos momentos de cansaço que as crises acontecem com mais frequência e, se elas já estão cansadas, há grandes chances de você perder essa batalha. Se você se interessou por esse assunto, leia também o meu post A Melhor Hora para Educar o Seu Filho.

Não crie expectativas exageradas: se vai fazer uma viagem para a Disney, por exemplo, é normal criarmos expectativas, mas tenha em mente que vocês terão momentos maravilhosos e outros chatos e desgastantes, como em qualquer viagem. Fazendo isso, estará preparada para lidar com as situações difíceis sem perder a esportiva e ficar frustrada quando algo der errado. Se um voo atrasar, uma mala extraviar, um carro quebra ou o seu marido ficar estressado, mantenha a calma e o bom humor, pois tudo vai se resolver. Dessa forma, poderão aproveitar os momentos bons que terão juntos e na volta terão várias estórias “engraçadas” pra contar.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

Como Funcionam as Escolas na França

Quando a gente muda de país e de cultura, até a mais simples providência se torna complexa. Isso porque não temos conhecimento de como as coisas realmente funcionam naquele país. Durante a minha estadia na França, precisei matricular as crianças na escola e lidar com uma série de situações desconhecidas para mim. Resolvi escrever esse post para ajudar as pessoas a se familiarizarem com o sistema de ensino Francês e antecipar algumas situações que podem ocorrer na vida real. Espero que você goste, então, inspire fundo e boa leitura!

O sistema de ensino na França é parecido com o brasileiro e é divido em 4 etapas: École Maternelle que corresponde à educação infantil, École Élémentaire e Collège que equivalem ao ensino fundamental (antigo primário e ginásio) e Lycée que é o nosso ensino médio.

Em geral as crianças entram no maternal aos 3 anos e há creches que abrigam as crianças com menos de 3 anos. Em razão da grande demanda, é muito difícil conseguir vagas em creches e, em geral, somente as mães que já estão empregadas, são contempladas. Portanto, se o seu filho tem menos de 3 anos é melhor você se planejar para cuidar dele e se der sorte você poderá conseguir uma vaga numa creche duas vezes por semana.

Na França há escolas públicas e privadas. As escolas privadas em geral não são muito caras, pois o corpo docente é pago pelo estado e os pais arcam apenas com os custos administrativos. As escolas públicas são gratuitas, mas a alimentação e o centro de lazer são serviços pagos à parte.

Para facilitar o entendimento do sistema escolar, selecionei alguns itens que acredito que podem ser úteis pra você: qual é o período escolar, quais são as entidades que funcionam dentro da escola, como funciona o calendário escolar, como fazer pagamentos e como mudar de escola se um dia você precisar.

Período das Aulas: as aulas são de segunda à sexta em período integral, exceto às quartas-feiras, que as crianças têm aulas apenas durante o período da manhã. As escolas oferecem ainda atividades extracurriculares e refeições no horário de almoço.

Entidades Dentro da Escola: eu demorei um certo tempo para entender quem era quem dentro da escola. Isso porque, na realidade, as escolas francesas abrigam 3 entidades diferentes: a escola propriamente dita, o centro de lazer e a cantina, e cada uma delas tem um responsável diferente.

  • A Escola: é coordenada pela diretora (que também é professora) e é a entidade responsável pelos alunos durante o período de aulas (entre 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h00).
  • O Centro de Lazer (ALAÉ – Accueil de Loisirs Associé à l’École): é uma entidade que trabalha com animadores que cuidam das crianças antes e depois do período das aulas e na pausa do meio-dia (das 7h30 às 8h30, das 11h30 às 13h30 e das 16h00 às 18h30). O centro de lazer também oferece atividades para as crianças que precisam ficar na escola durante às tardes de quarta-feira e durante os períodos de férias.
  • A Cantina (restauration scolaire): é a entidade responsável por oferecer almoço às crianças. São refeições completas com entrada, prato principal e sobremesa e uma boa oportunidade para o seu filho interagir com os colegas e provar os sabores da culinária francesa.

Calendário Escolar: o início das aulas ocorre em setembro e termina no final de Junho. Se prepare para ter os seus filhos de férias a cada 2 meses de aula. Diferentemente do Brasil, os franceses têm 4 férias de duas semanas (de Ação de Graças, de Natal, de inverno e de primavera), mais as férias de verão, que duram cerca de 2 meses (julho e agosto). O período de férias é defasado de acordo com a região da França. Isso é feito para aumentar o período de turismo e otimizar a ocupação de os hotéis e restaurantes na alta temporada. Para programar os seus passeios, consulte o calendário escolar para saber quando os seus filhos estarão de férias.

Pagamentos: caso você opte por deixar o seu filho almoçar na escola e participar das atividades oferecidas pelo centro de laser, você precisará pagar por esses serviços. A alimentação é paga diretamente para a prefeitura por uma fatura que vai chegar no seu endereço e as demais atividades são pagas para o centro de lazer na escola. Como tudo na França, esses serviços são “cotizados”, o que significa que o valor a ser pago depende da sua renda familiar. Portanto, mesmo que você pretenda ficar pouco tempo, você precisará se cadastrar num órgão chamado CAF – Caisses d’Allocation Familiale apresentando todos os documentos da sua família. Apenas após esse cadastro você vai conseguir fazer os pagamentos relacionados à escola.

Como mudar de escola: Caso não goste da escola, o melhor caminho é conversar com a diretora da escola que gostou e estudar a possibilidade de mudar. Se ela disser que há vaga para o seu filho, você vai precisar fazer um pedido de troca de escola (demande de dérogation) na Mairie. É importante conversar antes pois, uma vez que der entrada no pedido, primeiro eles irão disponibilizar a sua vaga e depois vão tentar te realocar na escola desejada. Funciona como uma dança das cadeiras e conversar antes com a diretora vai reduzir o risco do seu filho ficar sem vaga.

Se esse post foi útil para você, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você procura dicas para morar na França, consulte o meu post 6 Dicas para Facilitar a sua Mudança para a França Levando sua Família.

Para saber mais sobre educação na França, consulte o site oficial do Ministério da Educação e o site da prefeitura (mairie) da cidade onde irá morar. Apesar da língua, com o seu português, um pouquinho de boa vontade e a ajuda de um tradutor, tenho certeza que você se sairá bem.

Boa sorte nas suas pesquisas e até logo! Bonne chance dans vos recherches et à bientôt!

O Que Você Precisa Fazer para Morar França

Agora que já conversamos sobre as providências essenciais para a sua viagem e sobre as coisas que você precisa organizar no Brasil, vou dar algumas dicas sobre o que vai precisar fazer quando chegar na França.

Se tiver a oportunidade de visitar a cidade onde irá morar antes de se mudar de “mala e cuia”, melhor. Se não, não se preocupe! Uma vez lá as coisas acabam se resolvendo da melhor forma possível.

Para te ajudar a entender como funcionam as coisas na França, selecionei alguns tópicos importantes como: moradia, escola, banco e seguros. Espero que você goste!

Moradia: decidir alugar um imóvel não é tarefa fácil nem no nosso país de origem, imagine em outro país e em outra língua! Separei esse assunto em 2 tópicos: onde morar e como alugar um imóvel.

  • Onde morar: essa é uma decisão difícil, pois envolve muitas variáveis. Comece estudando o mapa da cidade e se familiarize. Localize onde é o centro, onde irá trabalhar ou estudar e as estações de metrô, trem, tram e ônibus. Em geral o centre ville é mais bem servido de transportes, por outro lado é mais caro, barulhento e difícil de conseguir imóveis com garagem. Se você está viajando com sua família, aconselho um bairro nas proximidades do centro e que seja servido por uma estação de metrô. Como adoro atividades ao ar livre, gosto de avaliar também a proximidade de parques levar as crianças.
  • Como Alugar: os Franceses adoram comprar e vender tudo no Leboncoin e para alugar um apartamento não é diferente. Faça algumas pesquisas no site para ter uma noção de preço x localização. Eles não são muito bons em se comunicar por e-mails, mas respondem bem ao telefone ou usando SMS. Se o seu francês não é muito afiado, prefira as mensagens e use um tradutor para te ajudar a escrever. Essa é uma boa forma de aprimorar a língua, além de ter mais sucesso nas suas negociações, mesmo que no fim você acabe recorrendo ao inglês. Se você pretende ficar um período inferior a dois anos, sugiro alugar um apartamento mobiliado. Em geral os apartamentos mobiliados são alugados com as contas de água, luz, TV à cabo, internet e telefone incluídos (incluindo ligações ilimitadas para fixos no Brasil). Isso vai te poupar bastante tempo (para montar um apartamento) além de ser mais fácil na hora de voltar. Afinal, a menos que você tenha direito à uma mudança paga pela empresa, na volta você terá que se virar com algumas poucas malas por pessoa!

Banco: independentemente onde você vai receber o seu dinheiro, sem dúvida você vai precisar abrir uma conta num banco francês para ter um RIB (Relevé d’Identité Bancaire) que funciona como uma identidade bancária. Diferentemente do Brasil, na França eles não usam cartão de crédito. Quando pedi ao meu banco BNP Paribas um cartão de crédito, a atendente me olhou com estranheza e perguntou porque eu precisava de um. Para te darem um cartão de crédito você precisa pegar um empréstimo no banco, então o melhor é levar o seu cartão de crédito do Brasil para qualquer eventualidade. Eles usam a Carte Bancaire (CB) que é um cartão de débito e muitos lugares aceitam somente esse cartão, como pedágios por exemplo. Se você quiser mudar a data da fatura do CB é só pedir no banco um carte bancaire à débit différé, que ele vai funcionar como se fosse um cartão de crédito no Brasil.

Celular: assim que abrir a sua conta no banco contrate um plano de celular. Com certeza você vai pagar bem mais barato que no Brasil e terá um serviço de ótima qualidade. Um smart phone é essencial para você resolver as suas coisas mesmo quando está fora de casa. Algumas lojas podem exigir que você leve o carimbo do OFI, que demora cerca de 6 meses pra você conseguir. Se for esse o caso, simplesmente mude de loja ou até mesmo de operadora até que eles aceitem a documentação que você tem.

Escola: nas grandes cidades você vai encontrar escolas bilíngues mas, em geral, as crianças francesas estudam em escolas públicas. Portanto, se a sua intenção é imergir na cultura francesa, essa é a melhor alternativa. Quando chegar procure a Mairie para inscrever o seu filho na prefeitura e eles vão alocar uma vaga pra ele na escola mais próxima do seu endereço. Uma vez inscrito, a próxima etapa é fazer a matrícula na escola selecionada. Se você quiser saber mais sobre o funcionamento das escolas na França, clique aqui para ler mais sobre esse assunto.

Seguros: você vai precisar de um seguro de saúde, um seguro de habitação e um seguro escolar. Se opcionar por comprar um carro, você também terá que contratar um seguro (assurance auto).

  • Assurance Santé: O sistema de saúde da França pública da França se chama Assurance Maladie é “cotizado”, ou seja, paga-se proporcionalmente ao salário. Se você tem um bom salário, essa não será uma boa opção (muito caro) e o melhor mesmo será contratar um seguro saúde ou um seguro viagem por todo o período. Peça ajuda à sua escola ou ao lugar que você vai trabalhar para entender quais são suas opções, pois elas variam bastante com a idade e a cobertura desejada.
  • Assurance Habitation: o seguro de habitação é obrigatório e pode ser feito em seguradoras como Allianz, ou em conjunto com o seguro escolar.
  • Assurance Scolaire: para seus filhos frequentarem a escola eles vão precisar de um seguro específico. Uma das maiores seguradoras da França para esse tipo de seguro é a La Mae. A escola oferece vários passeios para as crianças mas elas somente podem ir se tiverem um seguro escolar que cubra responsabilidade civil e individual corporal. Esse seguro é bem barato e você pode escolher a cobertura básica para atividades escolares ou a completa que cobre acidentes nas férias também.
  • Assurance auto: O seguro do carro funciona de forma similar ao brasileiro e tem descontos progressivos. Dessa forma, peça à sua seguradora no Brasil uma carta comprovando o tempo que você está segurado sem sinistros e isso vai te ajudar a conseguir uma tarifa melhor. Tem sites na internet que comparam várias empresas e te informam onde o seu seguro ficará mais barato (por exemplo Assurland).

É, realmente é muita coisa e os primeiros 15 dias com certeza serão intensos, cheios de dúvidas e inseguranças. Mas não desanime, tudo vai valer a pena! E o lado bom é que você só vai ter que pensar nessas coisas novamente na hora de voltar.

Inspire fundo, arregace as mangas e vá em frente. No fim do arco-íris tem um pote de ouro esperando por você, e com certeza, as dificuldades farão parte da bagagem que vai trazer de volta, junto com os momentos inesquecíveis que você e a sua família irão viver. Aproveite e tenha sempre a certeza de se fizer a sua parte, tudo vai dar certo.

Bonne chance et à bientôt!

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Como se Preparar para Morar Fora do País

No meu post 6 Dicas para Facilitar a sua Mudança para a França levando sua Família eu falei sobre como é necessário focar nas providências essenciais para viabilizar a sua viagem. Mas é claro que tem mais um montão de coisas pra fazer antes de viajar.

Então, vamos lá! Lembra aquela lista que você fez? Agora vamos atacar os itens classificados como providências no Brasil, ou seja, todas as coisas que você precisa fazer para deixar a sua vida organizada e sua viagem correr o mais tranquila possível.

Pense no que você pretende fazer com as suas coisas no Brasil que te geram gastos mensais ou que podem te gerar alguma renda enquanto estiver fora: carro, casa, vaga de garagem, título de clube, contas de telefone, luz, etc. Se livre do maior número de despesas possível e aproveite as oportunidades para ter alguma renda enquanto tiver fora.

  • Residência: se você mora de aluguel, vai precisar cancelar o seu contrato e dar um fim para os seus pertences. Guarde o que for essencial na casa de algum parente ou amigo e use essa oportunidade para se desfazer do restante. Se tiver muitas coisas das quais não pretende se desfazer, provavelmente vai precisar alugar um box para guardá-las. Se tem residência própria, você pode fechar, alugar ou vender. Tenha em mente que, mesmo que decida fechar o seu apartamento, alugar a sua garagem pode te render alguma coisa. Sua decisão deve levar em conta o tempo que vai ficar fora e a sua perspectiva de voltar a morar na mesma cidade quando voltar. De qualquer forma, muito provavelmente você não vai conseguir alugar ou vender antes da sua partida, então, o melhor é fazer contato com uma imobiliária para que ela possa te ajudar nesta atividade.
  • Carro: vender o carro poder ser uma boa ideia para juntar uma graninha extra pra viagem. Por outro lado, ficar à pé no Brasil antes de ir, pode ser extremamente inconveniente. Se decidir por manter o carro enquanto estiver fora, peça para um amigo ou parente ligar o carro pra você de vez em quando.
  • Escola: informe a escola das crianças sobre a viagem e peça alguma documentação que comprove que seu filho estava matriculado (como um histórico escolar por exemplo). Uma coisa que pode ser legal é organizar na escola uma festa de despedida para o seu filho. Além de ser um momento bom para ele lembrar, pode ajudá-lo a realizar que a viagem está chegando.
  • TV, telefone e internet: se livre do maior número de contas possível, mas você vai precisar desses serviços até as vésperas da viagem. Se informe sobre os procedimentos para cancelamento com antecedência, mas se algo der errado, são coisas que você pode fazer quando estiver lá.
  • Luz e gás: em geral esses serviços cobram uma taxa de reativação e dependendo do tempo que você ficar fora, pode ser interessante continuar pagando as tarifas mínimas e não ter esse abacaxi quando voltar.
  • Banco: informe aos seus cartões de crédito que você está saindo do país. Esse aviso de viagem tem que ser feito a cada 3 meses, para evitar que você fique sem acesso à eles. Informe à sua gerente que você está indo morar fora e peça informações sobre como fazer operações de câmbio. Cada banco trabalha de um jeito diferente e cobra tarifas diferentes para esse serviço, então vale a pena pesquisar as alternativas para tentar pagar menos taxas e impostos nessas transações financeiras.
  • Imposto de renda: você tem a opção de continuar declarando imposto de renda no Brasil ou fazer uma declaração de saída definitiva do país. Entre no site da Receita e se informe para saber qual a melhor opção para você.
  • Lidando com imprevistos: providencie uma procuração para uma pessoa de confiança para que ela possa tomar algumas providências na sua ausência, caso seja necessário.

Espero que esse post tenha te ajudado a pensar nas providências que você precisa tomar de forma organizada e estruturada. Se não der tempo de fazer isso tudo, não se preocupe! Hoje em dia é possível resolver muita coisa pela internet e pelo telefone e você poderá fazê-las quando chegar lá. Então, inspire fundo e mãos à obra!

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Providências Essenciais para Viajar para uma Temporada na França

No meu post 6 Dicas para Facilitar a sua Mudança para a França levando sua Família eu falei sobre como é necessário focar nas providências essenciais para viabilizar a sua viagem e chamei essas providências de itens “no go”.

Os itens “no go” são aqueles sem os quais você não conseguirá embarcar. Em geral são os documentos relativos à sua escola ou trabalho, passaporte, passagem aérea e seguro viagem para você e sua família.

  • Passaporte e visto: brasileiros podem entrar na União Europeia como turistas apenas com passaporte, sem necessidade de visto. Como você não quer ter problemas com a imigração, verifique se a validade do seu passaporte tem mais de 6 meses após a data da sua volta. Para permanência superior a 3 meses (90 dias), a França exige um visto de longa duração ou “visa de long sejour”. O visto pode ser solicitado na Embaixada da França em Brasília ou no Consulado da França em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Há diferentes categorias de visto e se você é estudante, você precisará se submeter ao procedimento pré-consular Campus France antes do pedido do visto. Esse procedimento é bem burocrático e pode demorar cerca de 3 meses, portanto, é preciso dar entrada na papelada o quanto antes.Passagem Aérea: para comprar um bilhete aéreo internacional geralmente é necessário que se tenha o número do passaporte. Os bilhetes aéreos têm validade de no máximo um ano. Caso a sua estadia na França tenha um período superior a um ano, você tem 2 alternativas: comprar um bilhete somente de ida, que geralmente é mais caro, ou comprar um bilhete de ida e volta e desprezar a volta. Mas lembre-se, você somente pode desprezar um bilhete na volta, pois é a ida que habilita a volta.
  • Seguro viagem: você vai aprender que os franceses fazem seguro pra tudo! Seguro saúde, seguro do imóvel, seguro escolar, seguro do carro e vão te oferecer um seguro para tudo o que você comprar como: passagem de trem, equipamentos eletrônicos, aluguel de carro, etc. Garanta a contratação dos obrigatórios, mas não se preocupe com isso agora, você terá tempo para aprender como contratar esses seguros quando chegar lá, para viajar você precisa apenas de um seguro viagem. Para entrar na União Europeia, o Tratado de Shengen exige que os estrangeiros tenham um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Contrate um seguro viagem de 30 dias para garantir a sua entrada (e de quebra vem com seguro de bagagens também, caso você tenha algum problema!) e depois você pensa no resto.
  • Hospedagem: os franceses utilizam o site leboncoin para comprar tudo e lá você pode tentar alugar algum apartamento antes de ir, mas não é uma tarefa muito fácil! Para facilitar a vida, tente reservar um hotel ou alugar um apartamento mobiliado (que com criança é bem melhor e você pode fazer pelo airbnb por exemplo) por uns quinze dias. Assim você terá um tempo para conseguir um endereço definitivo quando chegar lá.
  • Outros documentos: provavelmente você vai precisar de documentos originais quando estiver lá, então, faça uma pastinha com os documentos de toda a sua família e leve com você. Leve tudo: certidão de nascimento, certidão de casamento, declaração de imposto de renda dos dois últimos anos, comprovante de residência no Brasil, contra cheques, se você tem emprego no Brasil, declaração da empresa, carteira de motorista brasileira e internacional, carteira de vacinação das crianças, enfim, tudo que você tiver em mãos. Muito provavelmente você vai precisar desses documentos para fazer um contrato de aluguel e também para dar entrada na Caf – Caisse Nationale des Allocations Familiales. Para conseguir pagar a escola das crianças você tem que se inscrever na Caf e para isso você vai precisar de traduções juramentadas de todas as certidões de nascimento, inclusive a sua e do seu marido. Se algum documento ficou pra trás, não se estresse! Com as facilidades tecnológicas e um pouquinho de criatividade e jogo de cintura você acaba conseguindo alguma coisa que faltar, mesmo à distância.

Com isso você tem em mãos tudo o que precisa para viajar. Agora é só fazer as malas, inspirar fundo e embarcar! Bon voyage et au revoir!

Espero ter te ajudado compartilhando um pouquinho da minha experiência! Se você gostou deste post ou tem alguma sugestão, deixe aqui seus comentários!

6 Dicas para Facilitar a sua Mudança para a França Levando sua Família

 

Durante aquela viagem de férias para o exterior, passeando pelas ruas de um lugar totalmente novo, você de repente se pega pensando: como seria morar neste lugar? E dá um friozinho na barriga só de imaginar como seria uma vida totalmente nova… e você se pergunta, e se surgisse a oportunidade de estudar ou trabalhar no exterior? Será que eu iria?

Pois é, um belo dia o meu chefe me chamou e disse: você foi selecionada para fazer um mestrado na França, você quer ir? E completou: selecionamos duas pessoas do nosso time e só uma vai. Eu preciso saber se você quer realmente ir senão vou dar a vaga para a outra pessoa.” Aí o coração bateu forte e deu aquele nó na garganta…. e respondi: “claro, eu quero sim!”.

E, voilà! Foi assim que embarcamos no que veio a ser a maior aventura das nossas vidas. Cheios de expectativas, medos e sonhos, eu, meu marido e os meus dois filhos, fizemos as malas e fomos desbravar a França e tudo o que ela tinha para nos oferecer!

Depois de tomada a decisão de morar fora, a cabeça fica a mil pensando no que temos que fazer. Comprar passagens, tirar passaporte, vender o carro, cancelar a TV a cabo, alugar apartamento, conseguir escola para as crianças, enfim, uma lista interminável! Ai meu Deus, por onde começar? Aí vem a ansiedade e a sensação de que não vai dar tempo, de que não vamos conseguir.

Para te inspirar a embarcar na sua viagem dos sonhos, preparei este post compartilhando as coisas que eu vivi e aprendi com essa experiência. Aqui vão 6 dicas para você organizar a sua viagem e aprender a lidar com a sua ansiedade e com a dos seus familiares e amigos. Sim, porque não é só você que vai ser afetado com a sua partida e cada um vai reagir à notícia de uma forma diferente. Mas, o mais importante é: não entre em pânico, tudo vai dar certo!

  1. Seja firme: ouça com carinho a opinião das pessoas mais próximas e aproveite as ajudas que elas te oferecerem. Talvez você tenha que enfrentar algumas situações como uma mãe que não suporta a possibilidade de morar longe de você, um irmão que sente inveja, mesmo que ele tenha ficado feliz pela sua conquista, um filho que diz que não quer ir ou até um cônjuge que não aceita muito a situação. Tente mostrar como aquela experiência pode ser boa pra vocês, mas tenha em mente o seu objetivo e não se deixe influenciar negativamente.
  1. Faça uma lista: como são muitas providências a tomar, liste todas as coisas que te vierem à cabeça, mesmo as menos importantes. Isso vai fazer com que a sua ansiedade diminua, pois não vai precisar confiar somente na sua memória e poderá dormir mais tranquilo.
  1. Foque no essencial: seja prático e realista: não vai dar tempo de executar tudo o que você gostaria, então classifique os itens separando o que precisa fazer para viabilizar a viagem, ou seja os itens “no go”, o que você precisa fazer no Brasil antes de ir e o que você só vai conseguir fazer quando chegar lá.
  1. Providências essenciais: os itens “no go” são aqueles que vão viabilizar a sua viagem e sem os quais você não conseguirá embarcar. Em geral são os documentos relativos à sua escola ou trabalho, passaporte, passagem aérea e seguro viagem para toda a família. Quando finalmente embarcar é como se passasse num “portal estelar”, onde o Brasil fica pra trás e várias portas se abrem no seu destino. Então confie e foque no essencial! Para saber mais sobre o que você precisa fazer para viabilizar a sua viagem, leia o meu post Providências Essenciais para Viajar para uma Temporada na França.
  1. Providências no Brasil: pense no que pretende fazer com as suas coisas no Brasil que geram gastos mensais ou que podem gerar alguma renda enquanto estiver fora: carro, casa, vaga de garagem, título de clube, contas de telefone, luz, etc. Se livre do maior número de despesas possível e providencie uma procuração para uma pessoa de confiança para ela poder tomar algumas providências na sua ausência, caso seja necessário. Para saber mais sobre as providências no Brasil, leia o meu post Como se preparar para morar fora.
  1. Providências na França: ficamos muito ansiosos com a viagem e com as pessoas nos perguntando: já está tudo pronto? Já sabe onde vão morar? Onde as crianças vão estudar? Tenha em mente que você não vai conseguir resolver as coisas na França à distância! Tudo lá é burocrático e deve ser feito presencialmente. Para um simples contrato de aluguel eles vão te exigir uma porção de documentos e “investigar” sobre a sua vida para saber se é uma pessoa idônea. Se informe na internet o máximo que conseguir mas fique tranquilo se não conseguir fazer nada daqui. Foque nos itens “no go” e nos itens que você tem condição de resolver aqui. Quando chegar lá, abra logo uma conta no banco e contrate um plano de celular para poder se comunicar. Depois, defina a sua moradia, a escola para as crianças e por último contrate os seguros obrigatórios de saúde, do apartamento e o seguro escolar. Para saber mais sobre as providências na França, leia o meu post O que você precisa fazer para morar na França.

É, realmente é muita coisa! Mas não desanime, tudo vai valer a pena! Inspire fundo, arregace as mangas e vá em frente.

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