Viajando pela Europa com Crianças

Viagens em família são experiências muito ricas e uma ótima oportunidade de crescimento para todos. Se você decidiu levar os seus pimpolhos para conhecer o velho continente, aqui vão algumas dicas para te ajudar. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

  1. Providencie a documentação necessária: Para entrar na Europa é exigido passaporte com validade maior que 6 meses e um seguro de viagem. A União Europeia exige de estrangeiros um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Se o seu filho é brasileiro, menor de idade e ele vai viajar acompanhado de apenas um dos responsáveis (o pai ou a mãe), você precisará de uma Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior.
  2. Economize na bagagem: Não leve o guarda roupa inteiro das crianças. Leve apenas o essencial e se precisar você pode sempre lavar roupas durante a viagem. Há lavandeiras que você mesmo lava e seca as roupas e, se você optou por ficar em um apartamento, com certeza terá uma máquina de lavar roupas.
  3. Leve o carrinho e a cadeirinha do carro: O carrinho de bebê é uma superajuda pois evita que a criança fique muito cansada e poupa os pais de ter que carregá-la no colo muito tempo (e, de quebra serve para guardar cacarecos como água, comida, brinquedos, casacos, etc). Porém tenha em mente que em cidades grandes onde o metrô é mais antigo, como Londres ou Paris, há poucos elevadores e você pode ter dificuldade para subir e descer as numerosas escadas. Para crianças muito pequenas o canguru também pode ajudar. Se for alugar um carro, a economia de levar a sua própria cadeirinha pode ser significativa. Além disso, as companhias aéreas permitem que você leve esses dois itens sem descontar da sua franquia de bagagem (inclusive algumas low cost como a Easyjet, por exemplo).
  4. Tenha um kit de primeiros socorros: como seguro morreu de velho, não custa nada conversar com o seu pediatra e pedir pra ele um kit para a viagem com remédios para dor, febre, enjoo, antialérgicos, anti-inflamatório, termômetro, etc. Tomara que você não precise usar, mas caso precise, está tudo à mão.
  5. Minimize os deslocamentos: as crianças não têm paciência de ficar horas se deslocando, então escolha lugares próximos, a no máximo 3 horas de viajem um do outro e que vocês possam conhecer de carro ou trem.
  6. Dê preferência às cidades menores: Se passear nas capitais é cansativo para os adultos, imaginem para os pequenos! Considere a possibilidade de você fazer a sua base em uma cidade menor e de lá partir para conhecer os arredores. Dependendo da época, você pode conseguir boas tarifas ficando em hotéis tipo resort, com atrações para as crianças, em cidades próximas às que você quer visitar (o difícil vai ser você tirar eles do hotel!). Por exemplo: se você pretende ir a Lisboa com as crianças, que tal ficar em Cascais e de lá pegar um trem para Lisboa ou passear de carro até Cintra?
  7. Agrade a todos: Intercale programas do seu interesse com programas do interesse das crianças. Crianças pequenas em geral não tem muita paciência para muitas horas em filas ou mesmo dentro de museus. Comprar bilhetes pela internet (do próprio hotel) pode te poupar de algumas filas. Se você for visitar museus, opte pelos museus menores ou aqueles que tem um atrativo para as crianças (em geral elas gostam muito de museus de história natural). Barganhe com os pequenos incluindo um pique nique no parque ou uma parada no parquinho para brincar. Se o seu filho anda de patinete, essa pode ser uma boa opção para tornar o passeio mais interessante para os pequenos e agradar a toda a família.
  8. Dê preferência por hotéis com cozinha: na Europa existem várias cadeias de hotéis (por exemplo: http://www.pierreetvacances.com que oferecem quartos com cozinhas equipadas. Sabe quando você chega do passeio com as crianças cansadas e ninguém tem mais energia para sair novamente para comer? Se você tem uma cozinha à disposição, você pode deixa-las ver um desenho, já de pijama, enquanto você prepara um jantarzinho pra eles. Além de ser mais em conta, todos vão apreciar a comidinha caseira. Você também pode se sentir um local alugando um apartamento residencial. Isso é muito comum na Europa e há sites como por exemplo o http://www.airbnb.com ou o http://www.homestay.com onde você pode encontrar boas opções.
  9. Tenha sempre em mãos água, comida, brinquedos e lencinhos umedecidos: Em alguns lugares os estabelecimentos fecham durante um determinado horário do dia, então ter água, comida e brinquedos à mão vai aumentar a sua autonomia enquanto estiver na rua. Em alguns lugares na Europa é possível beber água da “bica”, como na França e na Itália, por exemplo. Nesse caso você pode encher a sua garrafinha em praças e outros locais públicos. Os brinquedos são essenciais para distrair quando eles estão cansados e, nesse caso, vale lápis de cor, adesivos, ou qualquer outra distração. Os lencinhos umedecidos são um coringa e são ótimos para limpar as crianças quando não há água por perto.
  10. Relaxe com os horários e a alimentação: viajar significa sair da rotina, então seja mais flexível nos horários habituais de comer e dormir. Quando voltarem pra casa você pode impor novamente as regras do dia a dia.

Espero que essas dicas te ajudem a planejar a sua viagem em família. Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se quer uma ajuda para planejar a sua viajem, leia também o post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.

Boa viagem em família!

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5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho

Se você está na fase de escolher uma escola para o seu filho e está se sentido perdida, tenha calma. Você não é a única e é muito natural que fiquemos ansiosas na escolha da escola.

Para ajudar os pais que estão passando por esse momento, elaborei uma lista simples com 5 itens que me ajudaram a escolher a escola para os meus filhos. Espero que sejam úteis pra você também! Essas dicas valem para crianças que estão em formação e cursando até o nono ano, a partir daí ela vai entrar no ensino médio e tem que realmente se preparar para o vestibular.

1 – Escolha uma escola perto da sua casa: as vezes ficamos tentadas a colocar nossos filhos para estudar perto do nosso trabalho para facilitar a nossa logística. Não imprima uma rotina de adulto para o seu filho fazendo ele acordar cedo e enfrentar engarrafamento na ida e na volta da escola. Ele vai acabar dormindo no carro e vai transformar a sua vida num inferno quando chegar em casa com a bateria recarregada. Criança precisa de vida de criança e isso significa estudar perto de casa.

2 – Escolha uma escola alinhada aos seus valores: o objetivo da escola não é apenas fazer com que o seu filho aprenda um monte de coisas que você pode encontrar no google. A escola será o ambiente onde o seu filho vai socializar com outras crianças, aprender a compartilhar, a respeitar os outros, a fazer parte de uma instituição com determinadas regras, a lidar com as suas frustrações, a ter prazer em estudar e descobrir as coisas. Você concorda com os valores da escola, com o método pedagógico que ela utiliza, com a postura dos professores? Para saber mais sobre esse assunto, leia o post Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

3 – Escolha uma escola que você possa pagar: educação é um item extremamente importante mas, ela não vem só da escola, vem também de casa e das experiências que a criança tem com o mundo. Invista numa escola que você considere boa, mas que esteja dentro do seu orçamento. Pense que se você tiver um dinheiro mensal extra, poderá proporcionar momentos incríveis para a sua família fazendo uma viagem de férias, por exemplo. Qual a experiência mais rica: estudar numa escola bilíngue ou fazer uma poupança para o seu filho fazer intercâmbio?

4 – Escolha uma escola com atividades extracurriculares: as atividades extracurriculares como futebol, capoeira, vôlei, balé, natação, coral, musicalização, línguas, artes, etc., são ótimas oportunidades para o seu filho ter contato com diferentes atividades que vão proporcionar um desenvolvimento psicomotor que ajudam no desenvolvimento cognitivo. Atividades físicas melhoram o aprendizado e a memória e atividades artísticas trabalham a criatividade e são uma boa forma da criança se expressar. Se a escola inclui atividades extras no seu currículo é um sinal de que ela está preocupada em desenvolver essas habilidades como forma de complementar o que é dado em sala de aula. Se estiver incluído na mensalidade, melhor ainda.

5 – Escolha uma escola com um espaço que estimule o desenvolvimento: em geral vivemos em cidades, em prédios ou em casas com um quintal pequeno. Sempre que possível tente escolher escolas que ofereçam espaços onde a criança possa ter contato com a natureza. Brincar na areia, ver passarinhos e colher frutas nas árvores estimulam o desenvolvimento dos sentidos, o amor pela natureza e a alegria de viver, além, é claro, de proporcionar espaço para eles correrem à vontade e gastarem bastante energia!

Você deve estar se perguntando: como eu vou saber todas essas informações antes de matricular o meu filho? Realmente é muito difícil responder todas essas perguntas de forma precisa antes de ter um maior contato com a escola, mas dá para se ter uma boa ideia conversando com pessoas da direção e pais de alunos. E, por mais “definitiva” que esta decisão possa parecer, não é! Claro que queremos acertar de primeira mas, se não der certo, há sempre a possibilidade de mudar de escola.

Uma vez tomada a sua decisão, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento do seu filho. Procure feedback dos professores e esteja aberta a ouvir o que eles têm a dizer. Observe o comportamento do seu filho pois ele será o termômetro que você precisa para adequar alguma situação.

E, se tudo der errado, não se desespere! Inspire fundo e recomece. Eu sempre gosto de pensar que da segunda vez é sempre mais fácil!

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Boa sorte na sua escolha!

Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos

Em tempos onde somos inundados por informações e constantemente conectados a redes sociais, a ansiedade é considerada pelo psiquiatra Dr. Augusto Cury como o novo “mal do século”.

E então vem a seguinte questão: como preparar os nossos filhos para esse mundo “plugado” e repleto de situações que geram ansiedade? Como ajudá-los a se tornarem adultos autoconfiantes, capazes de gerir suas emoções para tomarem decisões equilibradas em momentos de stress?

Uma forma é os ensiná-los a desenvolver habilidades socioemocionais. A Aprendizagem Socioemocional é a parte do desenvolvimento que tem a ver com sentimentos, relacionamentos e com a capacidade do ser humano de adequar seus comportamentos, pensamentos e emoções, de acordo com a situação que está vivendo.

Aprendendo a controlar suas emoções, nossos filhos serão mais capazes de se expressar, de demonstrar empatia para com os outros, de lidar com a frustração, de tomar decisões e de aprender melhor.

O apredizado socioemocional começa no nascimento e continua a se desenvolver ao longo da vida. Dessa forma, a qualidade do relacionamento do pai e da mãe com a criança é muito importante para o seu desenvolvimento. As primeiras experiências positivas da criança influenciam a forma como o seu cérebro se desenvolve. O relacionamento de afeto com os pais, se desenvolve durante os primeiros anos de vida da criança, e é construído através de repetidas interações. Estas interações ocorrem através de tentativas da criança de se aproximar física e emocionalmente e da consequente reação dos pais (ou cuidador).

Esse relacionamento tem uma influência duradoura sobre a forma como a criança se sente sobre si mesmo, como ela pensa e interage com seu mundo, e o que ela espera dos outros e é o cerne do bem-estar socioemocional da criança.

Essas percepções contribuem para a autoconfiança da criança, sua capacidade de desenvolver amizades significativas e duradouras, seu senso de importância e valor para aqueles ao seu redor. Portanto, papai e mamãe, não poupem seus filhos de afeto, carinho e principalmente, atenção!

Dedique a eles todos os preciosos minutos que vocês tem juntos e aproveite todas as oportunidades para rir e brincar com o seu filho e dar um gritos também, quando necessário. Afinal, educar não é tarefa fácil e não são só bons momentos, mas tudo vale a pena para que nossos filhos se tornem pessoas boas e equilibradas.

Então, inspire fundo e mãos à obra! Se você gostou deste post deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Qual a educação que buscamos para os nossos filhos?

Até a próxima!

Você já ouviu falar em SEL?

SEL significa Social and Emotional Learning, ou em português, Aprendizagem Socioemocional.

A Aprendizagem Socioemocional é um processo educacional que desenvolvem habilidades mentais para entender e gerir as emoções. Essas habilidades mentais são fundamentais para estabelecer objetivos realistas, para cultivar relacionamentos duradouros, para demonstrar empatia pelos outros, para tomar decisões e resolver problemas de forma construtiva e ética.

SEL nasceu nos Estados Unidos com a implementação de programas de aprendizagem socioemocional nas escolas, na década de 90. Hoje programas de SEL são aplicados por diferentes países, desenvolvendo as habilidades mentais das crianças.

O desenvolvimento socioemocional das crianças influencia todas as outras áreas do desenvolvimento: cognitivo, motor, e desenvolvimento da linguagem e, todos estes desenvolvimentos, são fortemente influenciados por como a criança se sente e como ela é capaz de expressar suas ideias e emoções.

Profissionais definem o desenvolvimento socioemocional em crianças pequenas como sendo a saúde mental na primeira infância. O desenvolvimento socioemocional saudável inclui a capacidade de:

  • Formar e manter relações positivas
  • Experimentar, gerenciar e expressar emoções
  • Explorar e interagir com o ambiente

As crianças com habilidades socioemocionais bem desenvolvidas são mais capazes de:

  • Expressar suas ideias e sentimentos
  • Demonstrar empatia para com os outros
  • Gerir seus sentimentos de frustração e decepção com mais facilidade
  • Sentir-se confiante
  • Fazer e cultivar amizades mais facilmente
  • Ter melhor aproveitamento escolar

No Brasil, há alguns programas educacionais de aprendizagem socioemocional no ambiente escolar, como por exemplo o Programa Compasso e a Escola da Inteligência.

O Programa Compasso Socioemocional é uma adaptação brasileira do programa Second Step, desenvolvido pelo Committee for Children. O Second Step já foi traduzido, adaptado e implementado em 12 países. A versão em inglês do programa já foi utilizada em mais de 70 países.

A Escola da Inteligência é um programa educacional, com mais de 450 escolas conveniadas, fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, elaborada pelo Dr. Augusto Cury.

Esses programas educacionais funcionam como uma espécie de caixa de ferramentas onde as crianças aprendem a utilizá-las para conhecer melhor suas emoções e saber lidar com elas. Será que a escola do seu filho se preocupa com isso?

Mas a escola não é a única responsável por ensinar as crianças a lidar com as suas emoções e, os pais, têm um papel fundamental nesse desenvolvimento. Leia mais sobre o assunto em Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos e 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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Dicas para Evitar Crises Nervosas Fora de Casa

Durante um passeio longo ou uma viagem, toda a família sai da rotina e bagunça os horários de descanso e refeição. No entanto o sono, a fome e o cansaço são elementos perfeitos para desencadear uma crise.

Se você vai sair para passear com o seu filho, com certeza você quer aproveitar bastante o tempo que passarem juntos, certo? Então, aqui estão algumas dicas para o seu passeio ser tranquilo e divertido para todos.

Tenha sempre comida por perto: em geral as crianças perdem o controle quando estão com sono, cansadas ou com fome. Se você está saindo para um passeio longo ou uma viagem de férias cansativa, leve sempre com você água e comida e o incentive a ter alguns momentos de descanso. A hora do piquenique, além de prazerosa, é uma oportunidade para o seu filho parar um pouquinho e descansar.

Não perca para o seu filho: isso as vezes parece impossível, mas tenha em mente que nós adultos somos mais experientes que nossos filhos e portanto mais espertos que eles. Se o seu filho insiste em algo até conseguir e acaba te vencendo pelo cansaço, proponha uma alternativa que ele aceite, dessa forma você é que ganha a disputa, e não ele. Só entre na batalha se for pra ganhar. Se você não está com paciência para manter a sua posição até o final, ceda logo e deixe ele fazer o que está pedindo.

Não tente impor limites quando as crianças estão cansadas: é muito normal querermos repreender um mau comportamento, principalmente se estivermos em público, onde o pai ou a avó estão presentes e cobram de nós uma atitude mais dura com a criança. São nos momentos de cansaço que as crises acontecem com mais frequência e, se elas já estão cansadas, há grandes chances de você perder essa batalha. Se você se interessou por esse assunto, leia também o meu post A Melhor Hora para Educar o Seu Filho.

Não crie expectativas exageradas: se vai fazer uma viagem para a Disney, por exemplo, é normal criarmos expectativas, mas tenha em mente que vocês terão momentos maravilhosos e outros chatos e desgastantes, como em qualquer viagem. Fazendo isso, estará preparada para lidar com as situações difíceis sem perder a esportiva e ficar frustrada quando algo der errado. Se um voo atrasar, uma mala extraviar, um carro quebra ou o seu marido ficar estressado, mantenha a calma e o bom humor, pois tudo vai se resolver. Dessa forma, poderão aproveitar os momentos bons que terão juntos e na volta terão várias estórias “engraçadas” pra contar.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

A Melhor Hora para Educar o seu Filho

Em geral, são nos momentos de sono, fome e cansaço que a criança fica mais chata e tem comportamentos inadequados. Nessa hora, é muito comum os pais tentarem impor limites à criança e, normalmente, esses são os piores momentos para se fazer isso.

Quando a criança está cansada, ela não responde adequadamente aos “comandos” dos pais porque já esgotou a sua capacidade de autocontrole. Se cobrarmos dela um determinado comportamento quando ela já não tem mais capacidade de resposta, ela acaba deixando as suas emoções dominarem a situação e pode entrar em crise. Os pais, além de perderem a “batalha” travada hora errada, acabam por se sentir frustrados e perdidos e culpados.

Então, qual é a solução? E se o meu filho bater numa pessoa? Eu não vou exigir que ele peça desculpas? Não. Definitivamente essa é uma situação que, não importa se o seu filho está cansado ou não, você não vai deixar que ele bata em alguém sem ser repreendido. Porém, é importante que a situação seja quebrada, senão ele vai acabar fazendo novamente justamente por que está cansado.

Se eu não devo educá-lo na hora que ele faz algo errado, quando vou fazer isso? Bom, é aí que está a chave do negócio. Você precisa ensinar o seu filho a ter autocontrole quando está descansado e pronto para aprender e não no momento de crise. No meu post Ensinando o Seu Filho a Controlar Suas Emoções eu dou algumas dicas de como fazer isso por meio de brincadeiras simples e divertidas.

Pesquisas científicas comprovam que o autocontrole traz inúmeros benefícios para a criança ao longo da sua vida. Além de controlarem a si mesmas, elas são capazes de compreender melhor os sentimentos dos outros e tem maior capacidade de tomar decisões.

Daniel Goleman em seu livro Focus mostra os benefícios de se adotar um programa de Aprendizagem Social e Emocional (SEL – Social and Emotional Learning) nas escolas. O autor Augusto Cury, em seu livro, Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século, fala sobre como nós falhamos em educar os nossos filhos para lidar com suas emoções e evitar que a ansiedade se torne um problema na vida deles.

Como pais de uma nova geração podemos ser expectadores e ver os nossos filhos em meio a um mar de informações desconexas, ou podemos atuar mais ativamente, ensinando-os a lidar com seus sentimentos, construindo pontes para tornarem-se pessoas emocionalmente preparadas para lidar com as situações difíceis da vida.

Inspire-se e mão à obra! Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

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3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho

Você já se sentiu perdida e frustrada quando, de repente, aquele passeio no parque, ou aquela viagem tão esperada com o seu filho, se transformou num verdadeiro caos? Então fique tranquila. Você é só uma mãe normal que tem que lidar com situações onde o seu filho perdeu o controle, e talvez, você também!

Depois que passa aquele momento de frustação e fracasso, vem a questão? O que eu fiz de errado, e o que posso fazer diferente?

Quando vamos buscar ajuda, geralmente lemos textos muito bem escritos sobre como impor limites para o seu filho e como isso é importante para que ele cresça de forma saudável. Então, nós mães, sempre buscando o que é melhor para os nossos pimpolhos, nos enchemos motivação, coragem e paciência para educá-los e tentar colocar em prática o que aprendemos.

Mas, na hora “H”, dá tudo errado, toda a teoria vai por água abaixo e a gente acaba histérica, gritando com a criança e parece que nada do que a gente fez, com tanto esforço e cuidado, adiantou.

Tenho um filho de 4 anos que perde o controle várias vezes e me dá bastante trabalho. Para tentar ajudar pais e mães com problemas desse tipo, elaborei algumas regrinhas para minimizar as crises nervosas do seu filho baseado na minha experiência e observação.

Regra nº 1: evite as crises. Essa é a regra número 1 e a mais difícil de todas. Afinal, se o seu filho não tem crises nervosas você não estaria lendo esse post. Por isso escrevi um post dedicado para te ajudar a evitar as crises nervosas do seu filho.

Regra nº 2: uma vez na crise, tente acalmar o seu filho e a você mesma. A segunda regra é bem óbvia, mas as vezes acalmar uma criança não é tarefa fácil e ficamos esgotadas tentando várias maneiras de fazê-lo. É nesse ponto que nos sentimos frustradas vendo os nossos pimpolhos sofrendo sem conseguir ajudá-los de forma eficiente. No meu post Quando a Pirraça vira Crise Nervosa escrevo sobre 5 passos que podem ser úteis para acalmar o seu filho.

Regra nº 3: depois da crise, ajude o seu filho a controlar suas emoções, assim você estará reforçando a regra nº1. A terceira regra é a mais importante de todas. São nos momentos gostosos com o seu filho que você poderá ensinar a ele a entender o que ele sente e construírem juntos um caminho para ele controlar as suas próprias emoções.

Quando estava viajando com o meu marido em Ushuaia, numa van a caminho da estação de esqui, um cara muito engraçado falou o seguinte: “filho é que nem videogame, tem várias fases e a fase seguinte é sempre mais difícil que a anterior”. Achei essa frase incrível, pois é uma grande verdade.

Temos que curtir cada fase dos nossos filhos. Amar é educar e, é na primeira infância que vamos ensinar os nossos pequenos a lidar com as frustrações e prepará-los para a fase seguinte!

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre as 3 regras clicando nos links acima.