Como falar Francês em um ano?

Muitas pessoas se matriculam num curso de francês querendo aprender a falar francês para quando forem fazer uma viagem à Paris ou quem sabe à Côte d’Azur. Mas, depois de algum tempo elas percebem que vão precisar de 4 ou 5 anos de curso para se tornarem fluentes.

A maior parte das pessoas acaba desistindo seja por falta de tempo, de dinheiro ou apenas porque mudaram de prioridade e aí fica aquele sentimento de frustração. Mas será que essa é a melhor forma de aprender uma língua? Com certeza não foi assim que você aprendeu a falar português. O aprendizado da língua materna se dá de forma natural e é da mesma forma que você aprende uma segunda língua quando mora em outro país.

Foi assim comigo quando eu aprendi inglês fazendo um intercâmbio nos Estados Unidos. Se você tiver a chance de morar num país francófono, essa é sem dúvida a melhor forma de aprender Francês. Além de viajar e conhecer o mundo, você vai poder imergir na cultura do lugar e com certeza terá experiências incríveis.

Se você não pretende morar em outro país, não desanime! Apesar de ser mais difícil, não é impossível. Vou compartilhar com você como eu mesma aprendi francês. Eu fui morar na França com a minha família pra fazer um curso de pós graduação em inglês (é isso mesmo, até porque eu não sabia nada de francês). Durante as 8 horas diárias de curso eu assistia aulas em inglês e me comunicava em inglês, até porque a maioria dos alunos era estrangeira. Quando chegava em casa eu falava com a minha família em português e ainda tinha que cuidar das crianças, ficar com o meu marido e estudar pro curso. Realmente não me sobrava tempo para estudar francês.

Durante os fins de semana, quando eu ia à uma loja ou supermercado e me aventurava a falar algo em francês, ao perceberem o meu sotaque horrível, as pessoas me respondiam em inglês ou espanhol (acho que para me poupar do constrangimento). Aí veio a triste constatação: ao final de três meses eu estava exatamente no mesmo nível de francês que ao sair do Brasil, ou seja nenhum!

Como eu tinha estabelecido uma meta de aprender a falar francês durante a viajem, eu me perguntei: como aprender a falar francês num mundo que todo mundo a minha volta fala inglês? Foi então que eu resolvi procurar na internet meios de aprender francês pelo celular, já que eu também não tinha tempo livre para fazer um curso de Francês. Baixei todos os aplicativos de línguas e eu e o meu filho ficávamos fazendo as aulinhas no celular. Um dia, navegando na internet, encontrei uns vídeos no YouTube de um cara que desenvolveu um curso de francês utilizando o método de aprendizagem natural. Eu comecei a escutar o que ele estava falando e me identifiquei de imediato.

Fui aproveitando o conteúdo gratuito que ele oferecia, até que resolvi comprar o curso. Posso te dizer que foi a melhor coisa que eu fiz e, graças ao Johan, eu aprendi a falar francês em 10 meses. O Johan desenvolveu o Français Authentique baseado na sua experiência própria no aprendizado do Alemão. Hoje são mais de 8.000 pessoas que já aprenderam francês utilizando esse método.

Para aprender uma língua é fundamental termos contato com o idioma. A internet, TV à cabo e Netflix são fontes inesgotáveis de conteúdo em todas as línguas, mas nem sempre é fácil e rápido encontrarmos uma seleção de conteúdo interessante. Se você quer ter acesso a um conteúdo em francês de qualidade, aqui está o link para o curso que eu fiz. Se funcionou para mim e pra todas essas pessoas, eu tenho certeza que vai funcionar pra você também!

Bonne chance et à bientôt!

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Viajando pela Europa com Crianças

Viagens em família são experiências muito ricas e uma ótima oportunidade de crescimento para todos. Se você decidiu levar os seus pimpolhos para conhecer o velho continente, aqui vão algumas dicas para te ajudar. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

  1. Providencie a documentação necessária: Para entrar na Europa é exigido passaporte com validade maior que 6 meses e um seguro de viagem. A União Europeia exige de estrangeiros um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Se o seu filho é brasileiro, menor de idade e ele vai viajar acompanhado de apenas um dos responsáveis (o pai ou a mãe), você precisará de uma Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior.
  2. Economize na bagagem: Não leve o guarda roupa inteiro das crianças. Leve apenas o essencial e se precisar você pode sempre lavar roupas durante a viagem. Há lavandeiras que você mesmo lava e seca as roupas e, se você optou por ficar em um apartamento, com certeza terá uma máquina de lavar roupas.
  3. Leve o carrinho e a cadeirinha do carro: O carrinho de bebê é uma superajuda pois evita que a criança fique muito cansada e poupa os pais de ter que carregá-la no colo muito tempo (e, de quebra serve para guardar cacarecos como água, comida, brinquedos, casacos, etc). Porém tenha em mente que em cidades grandes onde o metrô é mais antigo, como Londres ou Paris, há poucos elevadores e você pode ter dificuldade para subir e descer as numerosas escadas. Para crianças muito pequenas o canguru também pode ajudar. Se for alugar um carro, a economia de levar a sua própria cadeirinha pode ser significativa. Além disso, as companhias aéreas permitem que você leve esses dois itens sem descontar da sua franquia de bagagem (inclusive algumas low cost como a Easyjet, por exemplo).
  4. Tenha um kit de primeiros socorros: como seguro morreu de velho, não custa nada conversar com o seu pediatra e pedir pra ele um kit para a viagem com remédios para dor, febre, enjoo, antialérgicos, anti-inflamatório, termômetro, etc. Tomara que você não precise usar, mas caso precise, está tudo à mão.
  5. Minimize os deslocamentos: as crianças não têm paciência de ficar horas se deslocando, então escolha lugares próximos, a no máximo 3 horas de viajem um do outro e que vocês possam conhecer de carro ou trem.
  6. Dê preferência às cidades menores: Se passear nas capitais é cansativo para os adultos, imaginem para os pequenos! Considere a possibilidade de você fazer a sua base em uma cidade menor e de lá partir para conhecer os arredores. Dependendo da época, você pode conseguir boas tarifas ficando em hotéis tipo resort, com atrações para as crianças, em cidades próximas às que você quer visitar (o difícil vai ser você tirar eles do hotel!). Por exemplo: se você pretende ir a Lisboa com as crianças, que tal ficar em Cascais e de lá pegar um trem para Lisboa ou passear de carro até Cintra?
  7. Agrade a todos: Intercale programas do seu interesse com programas do interesse das crianças. Crianças pequenas em geral não tem muita paciência para muitas horas em filas ou mesmo dentro de museus. Comprar bilhetes pela internet (do próprio hotel) pode te poupar de algumas filas. Se você for visitar museus, opte pelos museus menores ou aqueles que tem um atrativo para as crianças (em geral elas gostam muito de museus de história natural). Barganhe com os pequenos incluindo um pique nique no parque ou uma parada no parquinho para brincar. Se o seu filho anda de patinete, essa pode ser uma boa opção para tornar o passeio mais interessante para os pequenos e agradar a toda a família.
  8. Dê preferência por hotéis com cozinha: na Europa existem várias cadeias de hotéis (por exemplo: http://www.pierreetvacances.com que oferecem quartos com cozinhas equipadas. Sabe quando você chega do passeio com as crianças cansadas e ninguém tem mais energia para sair novamente para comer? Se você tem uma cozinha à disposição, você pode deixa-las ver um desenho, já de pijama, enquanto você prepara um jantarzinho pra eles. Além de ser mais em conta, todos vão apreciar a comidinha caseira. Você também pode se sentir um local alugando um apartamento residencial. Isso é muito comum na Europa e há sites como por exemplo o http://www.airbnb.com ou o http://www.homestay.com onde você pode encontrar boas opções.
  9. Tenha sempre em mãos água, comida, brinquedos e lencinhos umedecidos: Em alguns lugares os estabelecimentos fecham durante um determinado horário do dia, então ter água, comida e brinquedos à mão vai aumentar a sua autonomia enquanto estiver na rua. Em alguns lugares na Europa é possível beber água da “bica”, como na França e na Itália, por exemplo. Nesse caso você pode encher a sua garrafinha em praças e outros locais públicos. Os brinquedos são essenciais para distrair quando eles estão cansados e, nesse caso, vale lápis de cor, adesivos, ou qualquer outra distração. Os lencinhos umedecidos são um coringa e são ótimos para limpar as crianças quando não há água por perto.
  10. Relaxe com os horários e a alimentação: viajar significa sair da rotina, então seja mais flexível nos horários habituais de comer e dormir. Quando voltarem pra casa você pode impor novamente as regras do dia a dia.

Espero que essas dicas te ajudem a planejar a sua viagem em família. Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se quer uma ajuda para planejar a sua viajem, leia também o post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.

Boa viagem em família!