Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

A escola da escola onde nossos filhos vão estudar é sempre uma decisão difícil. Depende de vários fatores e com frequência nos perguntamos, “será que fizemos uma boa escolha?”

O que buscamos para a educação dos nossos filhos? O sistema de ensino brasileiro é dito “conteudista”, onde se preocupa em passar uma grande quantidade de informações para as crianças sem se preocupar se elas estão preparadas para apender tudo aquilo. Testes como o vestibular ou mesmo o Enen, muitas vezes, levam os pais a optar por uma escola tradicional, com muitos exercícios, repetição e testes. Mas a questão é: será que este modelo vai preparar nosso filho para a vida?

A aprendizagem socioemocional é fundamental não apenas para melhorar o desempenho acadêmico, mas também para ensinar habilidades comportamentais essenciais para ser bem sucedido em todas as áreas da vida.

Isso exige pensar que as competências cognitivas, conhecidas como interpretar, refletir, pensar abstratamente e generalizar aprendizados, deixem de ser o objetivo principal da educação e passem a ser a uma consequência do aprendizado socioemocional.

Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter”, o escritor e jornalista americano Paul Tough coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização.

A teoria das cinco dimensões, também conhecida como Big Five Model, analisa a personalidade humana a partir de cinco dimensões:

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Consciência: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciente é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo e pessoas e coisas (ao invés do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não-autoconfiante.

Nesse mundo que estamos vivendo, onde cultua-se o “ter” e não o “ser” o que estamos ensinando os nossos filhos? Será que estamos trabalhando nos nossos filhos essas 5 dimensões? Em que ambiente os nossos filhos estão crescendo? Essas são habilidades que eles estão desenvolvendo em casa e na escola?

Se a resposta é não, talvez valha rever o seu dia a dia em busca das coisas que realmente vão contribuir para o desenvolvimento saudável do seu filho e valorizá-las e, de quebra, aproveitar para se livrar daquelas que não são realmente importantes.

Se você está em dúvida de onde o seu filho deve estudar, leia o meu post 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho

Você já se sentiu perdida e frustrada quando, de repente, aquele passeio no parque, ou aquela viagem tão esperada com o seu filho, se transformou num verdadeiro caos? Então fique tranquila. Você é só uma mãe normal que tem que lidar com situações onde o seu filho perdeu o controle, e talvez, você também!

Depois que passa aquele momento de frustação e fracasso, vem a questão? O que eu fiz de errado, e o que posso fazer diferente?

Quando vamos buscar ajuda, geralmente lemos textos muito bem escritos sobre como impor limites para o seu filho e como isso é importante para que ele cresça de forma saudável. Então, nós mães, sempre buscando o que é melhor para os nossos pimpolhos, nos enchemos motivação, coragem e paciência para educá-los e tentar colocar em prática o que aprendemos.

Mas, na hora “H”, dá tudo errado, toda a teoria vai por água abaixo e a gente acaba histérica, gritando com a criança e parece que nada do que a gente fez, com tanto esforço e cuidado, adiantou.

Tenho um filho de 4 anos que perde o controle várias vezes e me dá bastante trabalho. Para tentar ajudar pais e mães com problemas desse tipo, elaborei algumas regrinhas para minimizar as crises nervosas do seu filho baseado na minha experiência e observação.

Regra nº 1: evite as crises. Essa é a regra número 1 e a mais difícil de todas. Afinal, se o seu filho não tem crises nervosas você não estaria lendo esse post. Por isso escrevi um post dedicado para te ajudar a evitar as crises nervosas do seu filho.

Regra nº 2: uma vez na crise, tente acalmar o seu filho e a você mesma. A segunda regra é bem óbvia, mas as vezes acalmar uma criança não é tarefa fácil e ficamos esgotadas tentando várias maneiras de fazê-lo. É nesse ponto que nos sentimos frustradas vendo os nossos pimpolhos sofrendo sem conseguir ajudá-los de forma eficiente. No meu post Quando a Pirraça vira Crise Nervosa escrevo sobre 5 passos que podem ser úteis para acalmar o seu filho.

Regra nº 3: depois da crise, ajude o seu filho a controlar suas emoções, assim você estará reforçando a regra nº1. A terceira regra é a mais importante de todas. São nos momentos gostosos com o seu filho que você poderá ensinar a ele a entender o que ele sente e construírem juntos um caminho para ele controlar as suas próprias emoções.

Quando estava viajando com o meu marido em Ushuaia, numa van a caminho da estação de esqui, um cara muito engraçado falou o seguinte: “filho é que nem videogame, tem várias fases e a fase seguinte é sempre mais difícil que a anterior”. Achei essa frase incrível, pois é uma grande verdade.

Temos que curtir cada fase dos nossos filhos. Amar é educar e, é na primeira infância que vamos ensinar os nossos pequenos a lidar com as frustrações e prepará-los para a fase seguinte!

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