Viajando pela Europa com Crianças

Viagens em família são experiências muito ricas e uma ótima oportunidade de crescimento para todos. Se você decidiu levar os seus pimpolhos para conhecer o velho continente, aqui vão algumas dicas para te ajudar. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

  1. Providencie a documentação necessária: Para entrar na Europa é exigido passaporte com validade maior que 6 meses e um seguro de viagem. A União Europeia exige de estrangeiros um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Se o seu filho é brasileiro, menor de idade e ele vai viajar acompanhado de apenas um dos responsáveis (o pai ou a mãe), você precisará de uma Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior.
  2. Economize na bagagem: Não leve o guarda roupa inteiro das crianças. Leve apenas o essencial e se precisar você pode sempre lavar roupas durante a viagem. Há lavandeiras que você mesmo lava e seca as roupas e, se você optou por ficar em um apartamento, com certeza terá uma máquina de lavar roupas.
  3. Leve o carrinho e a cadeirinha do carro: O carrinho de bebê é uma superajuda pois evita que a criança fique muito cansada e poupa os pais de ter que carregá-la no colo muito tempo (e, de quebra serve para guardar cacarecos como água, comida, brinquedos, casacos, etc). Porém tenha em mente que em cidades grandes onde o metrô é mais antigo, como Londres ou Paris, há poucos elevadores e você pode ter dificuldade para subir e descer as numerosas escadas. Para crianças muito pequenas o canguru também pode ajudar. Se for alugar um carro, a economia de levar a sua própria cadeirinha pode ser significativa. Além disso, as companhias aéreas permitem que você leve esses dois itens sem descontar da sua franquia de bagagem (inclusive algumas low cost como a Easyjet, por exemplo).
  4. Tenha um kit de primeiros socorros: como seguro morreu de velho, não custa nada conversar com o seu pediatra e pedir pra ele um kit para a viagem com remédios para dor, febre, enjoo, antialérgicos, anti-inflamatório, termômetro, etc. Tomara que você não precise usar, mas caso precise, está tudo à mão.
  5. Minimize os deslocamentos: as crianças não têm paciência de ficar horas se deslocando, então escolha lugares próximos, a no máximo 3 horas de viajem um do outro e que vocês possam conhecer de carro ou trem.
  6. Dê preferência às cidades menores: Se passear nas capitais é cansativo para os adultos, imaginem para os pequenos! Considere a possibilidade de você fazer a sua base em uma cidade menor e de lá partir para conhecer os arredores. Dependendo da época, você pode conseguir boas tarifas ficando em hotéis tipo resort, com atrações para as crianças, em cidades próximas às que você quer visitar (o difícil vai ser você tirar eles do hotel!). Por exemplo: se você pretende ir a Lisboa com as crianças, que tal ficar em Cascais e de lá pegar um trem para Lisboa ou passear de carro até Cintra?
  7. Agrade a todos: Intercale programas do seu interesse com programas do interesse das crianças. Crianças pequenas em geral não tem muita paciência para muitas horas em filas ou mesmo dentro de museus. Comprar bilhetes pela internet (do próprio hotel) pode te poupar de algumas filas. Se você for visitar museus, opte pelos museus menores ou aqueles que tem um atrativo para as crianças (em geral elas gostam muito de museus de história natural). Barganhe com os pequenos incluindo um pique nique no parque ou uma parada no parquinho para brincar. Se o seu filho anda de patinete, essa pode ser uma boa opção para tornar o passeio mais interessante para os pequenos e agradar a toda a família.
  8. Dê preferência por hotéis com cozinha: na Europa existem várias cadeias de hotéis (por exemplo: http://www.pierreetvacances.com que oferecem quartos com cozinhas equipadas. Sabe quando você chega do passeio com as crianças cansadas e ninguém tem mais energia para sair novamente para comer? Se você tem uma cozinha à disposição, você pode deixa-las ver um desenho, já de pijama, enquanto você prepara um jantarzinho pra eles. Além de ser mais em conta, todos vão apreciar a comidinha caseira. Você também pode se sentir um local alugando um apartamento residencial. Isso é muito comum na Europa e há sites como por exemplo o http://www.airbnb.com ou o http://www.homestay.com onde você pode encontrar boas opções.
  9. Tenha sempre em mãos água, comida, brinquedos e lencinhos umedecidos: Em alguns lugares os estabelecimentos fecham durante um determinado horário do dia, então ter água, comida e brinquedos à mão vai aumentar a sua autonomia enquanto estiver na rua. Em alguns lugares na Europa é possível beber água da “bica”, como na França e na Itália, por exemplo. Nesse caso você pode encher a sua garrafinha em praças e outros locais públicos. Os brinquedos são essenciais para distrair quando eles estão cansados e, nesse caso, vale lápis de cor, adesivos, ou qualquer outra distração. Os lencinhos umedecidos são um coringa e são ótimos para limpar as crianças quando não há água por perto.
  10. Relaxe com os horários e a alimentação: viajar significa sair da rotina, então seja mais flexível nos horários habituais de comer e dormir. Quando voltarem pra casa você pode impor novamente as regras do dia a dia.

Espero que essas dicas te ajudem a planejar a sua viagem em família. Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se quer uma ajuda para planejar a sua viajem, leia também o post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.

Boa viagem em família!

Anúncios

4 Etapas Para Planejar a sua Viagem dos Sonhos para a Europa

Neste post eu vou compartilhar com você as 4 etapas que eu utilizo para planejar as minhas viagens e, que podem te ajudar a planejar a sua viagem dos sonhos.

Seguindo essas etapas, além de você poder conhecer os principais pontos turísticos, você também terá tempo para explorar o lugar, se perder pelas cidadezinhas encantadoras do interior e conhecer um pouquinho da cultura dos países que você escolher. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

Etapa 1: pesquise e pense na logística da viagem

Pesquise alguns lugares que você gostaria de ir, visualize eles no mapa e cheque a distância entre eles. Você não quer perder tempo tendo que ir e voltar grandes distâncias. Se forem próximos, você poderá se deslocar de carro ou de trem e, se forem muito longe, você provavelmente terá que se descolar de avião. Vale lembrar que na Europa tem muitos voos low cost baratos, mas a franquia de bagagem em geral é bem pequena e isso significa que você vai precisar esquecer aquelas 2 malas de 32 quilos permitidas para os voos internacionais saindo do Brasil!

Etapa 2: decida quando e onde você quer ir

  • Prefira a primavera e o outono. Na minha opinião a época mais bonita pra viajar pela Europa é a primavera, quando os campos estão floridos, as pessoas começam a voltar para as ruas e tem festivais de música por toda a parte. O Outono também é legal, com o colorido das árvores. No começo do outono você ainda pega os dias longos e o final do calorzinho do verão. Durante o inverno os dias são curtos (escurecem cedo) e as cidades menores ficam desertas. A melhor alternativa é mesmo ir para a montanha, esquiar e aproveitar a neve! Durante o verão, os dias são longos e é bom para curtir as praias. Porém, a Europa inteira está em férias escolares, então se prepare para pegar filas nas atrações turísticas e pagar 2 ou 3 vezes o preço nas tarifas dos hotéis.
  • Escolha 1 país por semana. Comece pensando no país ou países que você gostaria de conhecer. Como você está planejando a viagem dos seus sonhos, isso não é uma gincana pra ver quantos países consegue passar em 15 dias! Eu sugiro que você escolha apenas 1 país e aproveite para conhecer bem a região. Mas, como eu sei que é difícil de resistir à tentação de aproveitar a viagem para conhecer mais de um país, eu uso sempre a razão de 1 semana por pais. Pense que cada dia de check-in/check-out de hotel e de deslocamento é tempo perdido, pois envolve arrumar mala, carregar a mala (que não tem esse nome à toa!) e chegar com antecedência para pegar um voo ou um trem. Por exemplo, se você vai passar 2 semanas, escolha dois países e, no máximo 3, se forem próximos.
  • Alterne grandes cidades com cidadezinhas menores. Apesar dos cartões postais estarem nas capitais, o encanto da Europa está nas cidadezinhas. Aproveite para se perder nas estradinhas vicinais que te levam a campos floridos, castelos, moinhos, lagos e praias lindas. Além disso, enquanto você estiver na cidade grande você vai andar muito a pé e utilizar os meios de transportes públicos. O que significa que depois de 4 ou 5 dias andando pra cima e pra baixo, você vai precisar mesmo de um descanso. Vou te dar um exemplo: se você vai incluir Paris no seu roteiro, pense em incluir também um passeio pelo Vale do Loire ou pela Região de Champagne. Se você vai a Roma, considere passar uns dias na Toscana. Se você vai a Bruxelas, Bruges é uma ótima pedida. Se você vai a Barcelona, a Costa Brava é imperdível!

Etapa 3: compre o bilhete aéreo de ida e volta

  • Compre um bilhete que vai para um destino e volta de outro. Se você não resistiu e optou por mais de um país, que tal otimizar o seu voo e comprar um bilhete que vai para um país e voltar de outro? Por exemplo, você decidiu conhecer a França e a Suíça. Dê uma olhada nos voos indo para Paris e voltando de Genebra. Isso vai evitar a viagem de volta de Genebra para Paris.
  • Aproveite as conexões. Se você é do tipo que gosta de explorar todas as alternativas, uma opção é aproveitar as conexões. Agora, se você é do tipo indeciso, nem pense nisso, pois são tantas as alternativas que isso só vai te deixar mais confuso (vá para a etapa 4). Algumas companhias aéreas não cobram a mais se você parar alguns dias na sua conexão. Por exemplo: se você conseguiu uma viagem mais barata pra Paris pela Ibéria via Barcelona por exemplo, talvez valha a pena considerar incluir Barcelona no seu destino e ficar alguns dias lá.

Etapa 4: Decida a hospedagem e os deslocamentos intermediários

  • Fique no mínimo 3 dias no mesmo hotel. Se você quer conhecer uma região, escolha um ponto central como base. Mudar de hotel, além de ser um saco, é perda de tempo e amarra o seu roteiro. Planeje pelo menos 3 dias no mesmo hotel e use o carro, trem ou ônibus para ir e vir. Isso te dará a chance de mudar de ideia e incluir outro lugar no meio do caminho, ou de voltar aquele lugar que você se apaixonou! Por exemplo: se você quiser conhecer a Côte D’azur, você pode ficar em Nice ou em Villefranche-sur-Mer e ir a Saint-Jean-Cap-Ferrat e Mônaco de ônibus (que é o melhor meio de se locomover lá). Se você quer se sentir em casa, há muitos hotéis que são como se fossem apartamentos e tem cozinha totalmente equipada pra você fazer um jantarzinho a dois.
  • Evite os carros enquanto estiver nas capitais. Além de economizar com o aluguel do carro, você também evitará transito e problemas para estacionar. Em geral as locadoras de carro cobram uma taxa para pegar o carro em um país e devolver em outro. Eu sempre vejo se vale a pena fazer isso ou se é melhor pegar e devolver no mesmo país e viajar para o próximo lugar de trem ou de avião.
  • Prefira os carros quando for explorar as cidades menores. Nada melhor do que aproveitar para pegar um carro e explorar o interior. Você terá o prazer de dirigir em outro país, apreciando a paisagem durante a viagem e descansando os seus pezinhos inchados (de andar na cidade grande)! Por exemplo se estiver indo passar uns dias em Lisboa e de lá for para Albufeira, pegue o carro na estação de trem quando estiver saindo de Lisboa, vá para Albufeira de carro para poder explorar a região e se perder nas estradinhas vicinais e praias maravilhosas e, devolva o carro no aeroporto de Lisboa, por exemplo.

Agora que você já tem o passo a passo para planejar a sua viagem, é hora de arregaçar as mangas e transformar o seu sonho em realidade. Inspire fundo e mãos à obra! Espero que esse passo a passo seja útil pra você planejar a sua viajem dos sonhos assim como ele é pra mim e para o meu marido.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você pretende viajar com os seus filhos pequenos, leia também o post Viajando pela Europa com crianças.

Boa viagem e até a próxima!

7 Dicas para Planejar a sua Viagem Tranquilamente

Para onde ir? Qual a melhor data? Quanto tempo ficar? Como é melhor se deslocar? Onde se hospedar?

Se você quer planejar a sua viagem mas não sabe por onde começar, tudo bem, você não está sozinho! É normal ficarmos confusos com tantas alternativas e decisões a tomar. Mas não se estresse! Neste post eu vou compartilhar com você algumas dicas para te ajudar a planejar a sua viagem com tranquilidade.

  1. Planeje em Etapas: quando a gente começa a planejar a viagem é normal querermos ver tudo antes de decidir e, não conseguimos decidir nada pois ficamos mudando de ideia e de roteiro a todo o momento. Então, a minha sugestão é planejar a viagem em etapas. Depois de passada a euforia inicial de ver mapas, pesquisar lugares, pesquisar passagem, pensar nos meios de transporte e pesquisar hotéis, pare e foque no essencial. Decida a cidade de chegada e a de partida e mais ou menos o que você quer ver no meio. Uma vez decidido isso, compre a passagem de ida e volta. Depois você pode pesquisar melhor na internet os lugares que você quer ir e reservar alguns hotéis. Se você ainda não conseguiu decidir onde ir, relaxe! O Bookings.com oferece a possibilidade de você fazer reservas com cancelamento grátis que é uma boa saída para quem ainda está na dúvida do roteiro. E, por fim, decida como você vai se locomover internamente. Se você quer saber o passo a passo de como planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa em 4 etapas, clique aqui.
  2. Curta o Planejamento: não se estresse e curta cada momento do planejamento. Se em algum momento ficar estressado(a) sem conseguir se decidir, inspire fundo e relaxe. De repente é melhor deixar essa decisão para alguma outra hora. Se você está viajando com amigos, que tal marcar um jantar para baterem papo e planejarem a viajem juntos?
  3. Inclua no cronograma alguns dias livres: aproveite a viagem para relaxar e não se prenda a um cronograma rígido, afinal são suas férias! Com certeza você vai passar por lugares que você gostaria de ficar mais. Se você não sabe como fazer isso, dê uma olhada na Etapa 4 do o meu post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.
  4. Reserve de 10 a 15 dias: o tempo de viagem vai depender muito da sua disponibilidade e de onde você quer conhecer. Mas, quando as pessoas me pedem a minha opinião, eu digo que uma viajem de 15 dias é o ideal. Se ficar apenas uma semana, com certeza você vai voltar com a sensação de que podia ter ficado mais e, depois de 2 semanas você vai começar a sentir o cansaço da viagem.
  5. Providencie a documentação necessária: cada país exige documentos de viagem diferentes. Verifique as exigências dos países por onde você vai passar (inclusive as escalas) e providencie passaporte, visto e vacinas. Em geral, é exigido que o passaporte e o visto tenham validade de pelo menos 6 meses.
  6. Faça pique niques: na Europa comer ao ar livre é um hábito da população. É só o tempo permitir que as pessoas todas vão para o parque em busca do sol. Aproveite para comprar comidinhas deliciosas no mercado, uma boa garrafa de vinho e fazer um simpático pique nique no parque se sentindo um verdadeiro Europeu.
  7. Tenha jogo de cintura: Imprevistos acontecem, portanto esteja preparado(a) para lidar com eles. Um voo pode atrasar e bagunçar a sua conexão, uma mala pode extraviar e você ter que ficar um ou dois dias até ela aparecer, mas não se estresse, tudo vai se resolver. A chuva pode “estragar” alguma programação, mas não fique frustrado, pense que são as suas férias e que você vai se divertir mesmo que seja passeando na chuva!

Espero que essas dicas sejam úteis pra você planejar a sua viajem.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Viajando pela Europa com crianças

Boa viagem e até mais!

6 modos de aumentar a sua força interior exercitando a resiliência

resiliencia

Olá pessoal!!

Embora muitas pessoas não saibam, resiliência é a capacidade de uma pessoa de se adaptar a mudanças, de se reerguer depois de situações adversas. Pode parecer um conceito confuso, mas é preciso assumir que esse tipo de situação acontece o tempo todo e que em muitas delas pode ser bastante difícil recobrar o ânimo. Entretanto, saber superar os imprevistos é fundamental para o desenvolvimento de uma pessoa. Algumas maneiras de exercitar sua resiliência.

1 – Desafie a si mesmo
Parte do processo de construção dessa resiliência é saber que você já passou por situações adversas antes e as enfrentou de maneira corajosa. Não desista antes mesmo de assumir um projeto só porque ele parece difícil. O sucesso alcançado de maneira desafiadora é também mais incentivador.

2 – Tenha planos reserva
As emergências são, até certo ponto, previsíveis. Procure identificar os pontos falhos do seu plano, seja ele para…

Ver o post original 331 mais palavras

5 Dicas Para Acelerar o Seu Desenvolvimento no Aprendizado de Línguas

Os 4 Passos Importantes Para se Aprender Uma Nova Língua utilizando o método de aprendizagem natural são: escutar, fixar, imitar e finalmente falar. Os dois primeiros passos estão diretamente relacionados com escutar um determinado conteúdo repetidas vezes até que o seu cérebro reconheça todas as palavras e compreenda o seu significado.

Se você está estudando alguma língua ou está pensando em começar essa jornada, aqui vão 5 dicas simples para acelerar o seu aprendizado:

  • Escute muitos áudios na língua que você está estudando ou pretende aprender.
  • Use o seu smartphone como um aliado no seu desenvolvimento. Salve áudios que você possa ouvir enquanto estiver se deslocando de casa para o trabalho (ou para a escola) ou fazendo exercícios físicos.
  • Escute os mesmos áudios muitas vezes e comece a repetir em voz alta o que você está ouvindo.
  • Escolha conteúdo do seu interesse, se você vai escutar um pod-cast, ver um filme ou ler um texto, procure temas que sejam do seu interesse.
  • Assista novamente uma série que você gostou de ver, mas agora com o áudio no idioma que você quer aprender. Você pode primeiro assistir com a legenda em português, depois com a legenda no outro idioma.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também o post Como Falar Francês em Um Ano.

4 Passos Importantes Para se Aprender Uma Nova Língua

Você tem vontade de aprender uma nova língua e está com preguiça porque acha que vai demorar anos para ser capaz de falar? Então você não está sozinha, pois a maioria das pessoas compartilha deste pensamento.

Eu não vou te dizer que aprender uma nova língua é fácil ou que não exige esforço porque não é verdade, mas vou compartilhar com você 4 passos importantes para o aprendizado de línguas que identifiquei observando o meu próprio desenvolvimento e o desenvolvimento dos meus filhos.

Quando fomos morar na França, meus filhos tiveram a oportunidade de estudar numa escola francesa e aprender uma segunda língua. Dessa forma, pude acompanhar o desenvolvimento deles na aprendizagem do Francês de forma natural e espontânea. O Bruno na época tinha 3 anos e ele tinha acabado de conquistar a sua fluência no Português! Já o Diogo tinha 5 anos e meio e já lia e escrevia. Apesar do desenvolvimento dos dois ter sido um pouco diferente por causa da diferença de idade, eles basicamente seguiram os mesmos 4 passos.

Antes do primeiro dia de aula, eu e o meu marido ensinamos a eles algumas frases de primeira necessidade como: “bom dia”, “obrigada”, “por favor”, “quero ir ao banheiro” e “quero beber água”. E assim, munidos deste vasto vocabulário, eles foram para a escola sem saberem nada, ou melhor, quase nada de Francês.

Adivinhem o que aconteceu? Num primeiro momento eles ficaram mudos, pararam de falar! No entanto, após algumas semanas eles já compreendiam bastante e, depois de alguns meses, eles estavam se arriscando a falar as primeiras frases simples. Ao final de um ano e meio, quando voltamos para o Brasil, os dois estavam falando Francês fluentemente.

Você deve estar se perguntando, mas e daí? Fazendo uma análise sobre o processo de aprendizado deles pude perceber que foi muito similar à forma como nós mesmos aprendemos a nossa língua mãe (apesar de já termos nos esquecido disso!).

Então vamos aos 4 passos que podem te ajudar na sua jornada de aprender uma nova língua:

1º passo: o primeiro passo para se aprender uma nova língua é escutar! Escutar para compreender.

Parar de falar é uma reação muito natural para quem não sabe falar a língua. E, se pararmos para pensar, isso pode não ser tão ruim assim. Quando paramos de falar nós abrimos espaço para escutar o que os outros falam. O que vem a ser o primeiro passo do aprendizado de uma língua, a compreensão.

Fazendo um paralelo com o desenvolvimento de uma criança, observamos que desde o seu nascimento ela escuta as pessoas falando a sua volta. Nos primeiros meses de vida ela não compreende o significado das palavras, mas aos poucos ela vai identificando as palavras e criando relações entre o que ela ouve, o que ela sente e o que ela vê.

2º passo: o segundo passo no aprendizado da língua é a fixação. Ouvir várias vezes para fixar o conhecimento.

Na verdade, a medida que a criança escuta várias vezes a mesma coisa ela começa a fixar o que ela ouve. Um bom exemplo é quando damos um DVD novo pra criança achando que ela vai gostar de variar e somos surpreendidos por eles nos pedindo para ver o mesmo DVD antigo. A criança gosta muito de ver conteúdo repetido porque a cada vez que ela assiste ela fixa o conteúdo na memória e vai assimilando mais informações. Assim como a criança, é necessário ouvir diversas vezes a mesma coisa para que você seja capaz de identificar as palavras, assimilar o seu significado e compreender a estrutura da língua.

3º passo: o terceiro passo é a imitação. Imitar para treinar. Esse passo é onde vai passar da compreensão para a fase de expressão. Uma nova língua é repleta de novos sons que utilizam músculos que não estamos acostumados a utilizar. A melhor forma de treinar esses músculos é imitar alguém falando. Assim como a criança faz quando repete o que nós falamos.

Voltando ao exemplo dos meus filhos, volta e meia eu pegava um deles fazendo um barulho tipo “rrrrrrrrr” saindo da garganta. Parecia que eles estavam engasgados e, no começo eu perguntava, o que é isso, que barulho é esse? Depois eu entendi que na verdade eles estavam treinando um fonema muito característico do Francês, como em merci por exemplo.

4º passo: o quarto passo é falar. Para se comunicar nós precisamos falar. Mas nós não precisamos falar corretamente. O problema é que nós ficamos com vergonha de falar errado e queremos aguardar o momento em que seremos capazes de falar corretamente para começar a falar. Esse é o principal erro de quem quer aprender outra língua!

Deixa eu te dar um exemplo: se você está no Rio de Janeiro e um gringo te para na rua, com um mapa na mão, e te pergunta: “onde é “pau de azucar”? Você pode até achar engraçado mas, muito provavelmente você não só vai dar a informação pra ele de como chegar no Pão de Açúcar, mas também vai achar muito legal ele ter tentando falar Português. Além disso, se ele foi capaz de te compreender (que é bem mais fácil do que falar!) pode-se dizer que a comunicação foi 100% eficiente. Ou seja, ele conseguiu a informação que queria.

Então quer dizer que é legal falar tudo errado? Não, o que eu quero dizer é que, mais importante do que falar corretamente é tentar falar. Não tenha medo de errar. Quando você se ouve falando errado o seu cérebro registra o erro e tenta corrigi-lo automaticamente. Como esse processo pode levar alguns minutos, provavelmente você não será capaz de voltar pra pessoa que te ajudou e falar a frase corretamente mas, de qualquer forma, ela fica gravada na sua memória e, quando você se vir novamente na mesma situação, você vai resgatar essa memória e falar corretamente.

Eu costumo dizer que: “quem fala, erra e quem erra, aprende” e o contrário também é válido. Isso significa que “quem não fala, não erra! Mas, também não aprende!”

Se você está estudando algum idioma ou se ainda está na dúvida se deve tentar, anime-se! Você é capaz de falar uma outra língua e nem mesmo precisa saber escrever para conseguir isso! Espero que esses 4 passos sejam úteis pra você na sua jornada.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também 5 Dicas Para Acelerar o Seu Desenvolvimento no Aprendizado de Línguas

5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho

Se você está na fase de escolher uma escola para o seu filho e está se sentido perdida, tenha calma. Você não é a única e é muito natural que fiquemos ansiosas na escolha da escola.

Para ajudar os pais que estão passando por esse momento, elaborei uma lista simples com 5 itens que me ajudaram a escolher a escola para os meus filhos. Espero que sejam úteis pra você também! Essas dicas valem para crianças que estão em formação e cursando até o nono ano, a partir daí ela vai entrar no ensino médio e tem que realmente se preparar para o vestibular.

1 – Escolha uma escola perto da sua casa: as vezes ficamos tentadas a colocar nossos filhos para estudar perto do nosso trabalho para facilitar a nossa logística. Não imprima uma rotina de adulto para o seu filho fazendo ele acordar cedo e enfrentar engarrafamento na ida e na volta da escola. Ele vai acabar dormindo no carro e vai transformar a sua vida num inferno quando chegar em casa com a bateria recarregada. Criança precisa de vida de criança e isso significa estudar perto de casa.

2 – Escolha uma escola alinhada aos seus valores: o objetivo da escola não é apenas fazer com que o seu filho aprenda um monte de coisas que você pode encontrar no google. A escola será o ambiente onde o seu filho vai socializar com outras crianças, aprender a compartilhar, a respeitar os outros, a fazer parte de uma instituição com determinadas regras, a lidar com as suas frustrações, a ter prazer em estudar e descobrir as coisas. Você concorda com os valores da escola, com o método pedagógico que ela utiliza, com a postura dos professores? Para saber mais sobre esse assunto, leia o post Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

3 – Escolha uma escola que você possa pagar: educação é um item extremamente importante mas, ela não vem só da escola, vem também de casa e das experiências que a criança tem com o mundo. Invista numa escola que você considere boa, mas que esteja dentro do seu orçamento. Pense que se você tiver um dinheiro mensal extra, poderá proporcionar momentos incríveis para a sua família fazendo uma viagem de férias, por exemplo. Qual a experiência mais rica: estudar numa escola bilíngue ou fazer uma poupança para o seu filho fazer intercâmbio?

4 – Escolha uma escola com atividades extracurriculares: as atividades extracurriculares como futebol, capoeira, vôlei, balé, natação, coral, musicalização, línguas, artes, etc., são ótimas oportunidades para o seu filho ter contato com diferentes atividades que vão proporcionar um desenvolvimento psicomotor que ajudam no desenvolvimento cognitivo. Atividades físicas melhoram o aprendizado e a memória e atividades artísticas trabalham a criatividade e são uma boa forma da criança se expressar. Se a escola inclui atividades extras no seu currículo é um sinal de que ela está preocupada em desenvolver essas habilidades como forma de complementar o que é dado em sala de aula. Se estiver incluído na mensalidade, melhor ainda.

5 – Escolha uma escola com um espaço que estimule o desenvolvimento: em geral vivemos em cidades, em prédios ou em casas com um quintal pequeno. Sempre que possível tente escolher escolas que ofereçam espaços onde a criança possa ter contato com a natureza. Brincar na areia, ver passarinhos e colher frutas nas árvores estimulam o desenvolvimento dos sentidos, o amor pela natureza e a alegria de viver, além, é claro, de proporcionar espaço para eles correrem à vontade e gastarem bastante energia!

Você deve estar se perguntando: como eu vou saber todas essas informações antes de matricular o meu filho? Realmente é muito difícil responder todas essas perguntas de forma precisa antes de ter um maior contato com a escola, mas dá para se ter uma boa ideia conversando com pessoas da direção e pais de alunos. E, por mais “definitiva” que esta decisão possa parecer, não é! Claro que queremos acertar de primeira mas, se não der certo, há sempre a possibilidade de mudar de escola.

Uma vez tomada a sua decisão, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento do seu filho. Procure feedback dos professores e esteja aberta a ouvir o que eles têm a dizer. Observe o comportamento do seu filho pois ele será o termômetro que você precisa para adequar alguma situação.

E, se tudo der errado, não se desespere! Inspire fundo e recomece. Eu sempre gosto de pensar que da segunda vez é sempre mais fácil!

Se esse post foi útil pra você, compartilhe! Deixe também o seu comentário, o seu feedback é super importante para mim!

Boa sorte na sua escolha!

Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

A escola da escola onde nossos filhos vão estudar é sempre uma decisão difícil. Depende de vários fatores e com frequência nos perguntamos, “será que fizemos uma boa escolha?”

O que buscamos para a educação dos nossos filhos? O sistema de ensino brasileiro é dito “conteudista”, onde se preocupa em passar uma grande quantidade de informações para as crianças sem se preocupar se elas estão preparadas para apender tudo aquilo. Testes como o vestibular ou mesmo o Enen, muitas vezes, levam os pais a optar por uma escola tradicional, com muitos exercícios, repetição e testes. Mas a questão é: será que este modelo vai preparar nosso filho para a vida?

A aprendizagem socioemocional é fundamental não apenas para melhorar o desempenho acadêmico, mas também para ensinar habilidades comportamentais essenciais para ser bem sucedido em todas as áreas da vida.

Isso exige pensar que as competências cognitivas, conhecidas como interpretar, refletir, pensar abstratamente e generalizar aprendizados, deixem de ser o objetivo principal da educação e passem a ser a uma consequência do aprendizado socioemocional.

Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter”, o escritor e jornalista americano Paul Tough coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização.

A teoria das cinco dimensões, também conhecida como Big Five Model, analisa a personalidade humana a partir de cinco dimensões:

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Consciência: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciente é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo e pessoas e coisas (ao invés do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não-autoconfiante.

Nesse mundo que estamos vivendo, onde cultua-se o “ter” e não o “ser” o que estamos ensinando os nossos filhos? Será que estamos trabalhando nos nossos filhos essas 5 dimensões? Em que ambiente os nossos filhos estão crescendo? Essas são habilidades que eles estão desenvolvendo em casa e na escola?

Se a resposta é não, talvez valha rever o seu dia a dia em busca das coisas que realmente vão contribuir para o desenvolvimento saudável do seu filho e valorizá-las e, de quebra, aproveitar para se livrar daquelas que não são realmente importantes.

Se você está em dúvida de onde o seu filho deve estudar, leia o meu post 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

Se post te inspirou, deixe o seu comentário e compartilhe! Ele também pode inspirar alguém que você conheça!

Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos

Em tempos onde somos inundados por informações e constantemente conectados a redes sociais, a ansiedade é considerada pelo psiquiatra Dr. Augusto Cury como o novo “mal do século”.

E então vem a seguinte questão: como preparar os nossos filhos para esse mundo “plugado” e repleto de situações que geram ansiedade? Como ajudá-los a se tornarem adultos autoconfiantes, capazes de gerir suas emoções para tomarem decisões equilibradas em momentos de stress?

Uma forma é os ensiná-los a desenvolver habilidades socioemocionais. A Aprendizagem Socioemocional é a parte do desenvolvimento que tem a ver com sentimentos, relacionamentos e com a capacidade do ser humano de adequar seus comportamentos, pensamentos e emoções, de acordo com a situação que está vivendo.

Aprendendo a controlar suas emoções, nossos filhos serão mais capazes de se expressar, de demonstrar empatia para com os outros, de lidar com a frustração, de tomar decisões e de aprender melhor.

O apredizado socioemocional começa no nascimento e continua a se desenvolver ao longo da vida. Dessa forma, a qualidade do relacionamento do pai e da mãe com a criança é muito importante para o seu desenvolvimento. As primeiras experiências positivas da criança influenciam a forma como o seu cérebro se desenvolve. O relacionamento de afeto com os pais, se desenvolve durante os primeiros anos de vida da criança, e é construído através de repetidas interações. Estas interações ocorrem através de tentativas da criança de se aproximar física e emocionalmente e da consequente reação dos pais (ou cuidador).

Esse relacionamento tem uma influência duradoura sobre a forma como a criança se sente sobre si mesmo, como ela pensa e interage com seu mundo, e o que ela espera dos outros e é o cerne do bem-estar socioemocional da criança.

Essas percepções contribuem para a autoconfiança da criança, sua capacidade de desenvolver amizades significativas e duradouras, seu senso de importância e valor para aqueles ao seu redor. Portanto, papai e mamãe, não poupem seus filhos de afeto, carinho e principalmente, atenção!

Dedique a eles todos os preciosos minutos que vocês tem juntos e aproveite todas as oportunidades para rir e brincar com o seu filho e dar um gritos também, quando necessário. Afinal, educar não é tarefa fácil e não são só bons momentos, mas tudo vale a pena para que nossos filhos se tornem pessoas boas e equilibradas.

Então, inspire fundo e mãos à obra! Se você gostou deste post deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Qual a educação que buscamos para os nossos filhos?

Até a próxima!