Será que sobra tempo para fazer o que é importante pra nós?

Sabe quando a gente está fazendo alguma coisa e, de repente, olha pro relógio e percebe que o tempo voou? Pois é, isso sempre acontece comigo. Eu realmente tenho uma agenda cheia e algumas amigas me perguntam: “Como você consegue trabalhar, cuidar das crianças, fazer exercício e ainda ter tempo para escrever um blog?”. Numa dessas ocasiões, uma grande amiga fez uma sugestão: Rafa, você tem que escrever no seu blog e ensinar pra gente como você consegue ter tempo pra tudo!

Então eu aceitei o desafio e comecei a pensar a respeito das coisas que eu faço, como eu faço e como isso pode ajudar outras pessoas.

Confesso que nem sempre é simples dar conta de tudo e as vezes algumas coisas saem prejudicadas, por isso, o mais importante é começar pensando no que é mais importante pra você.

Parece fácil né? Mas não é.

Estabeleça Prioridades

Estabelecer as prioridades parece uma coisa simples, mas normalmente não paramos pra pensar nas coisas e vamos simplesmente vivendo o dia a dia e resolvendo o que é mais urgente, tipo: pagar a conta que vence amanhã ou levar o carro pro conserto.

Há bastante tempo eu fiz uma aula sobre gerenciamento do tempo e o instrutor começou mostrando um gráfico com 4 quadrantes classificando as atividades em urgente, não urgente, importante e não importante. Então fica assim:

  • Quadrante 1 – urgente e importante
  • Quadrante 2 – não urgente e importante
  • Quadrante 3 – urgente e não importante
  • Quadrante 4 – não urgente e não importante

Como eu sou engenheira já adorei o gráfico e logo pensei: “saquei! Temos que priorizar o que é urgente e importante!” Mas, durante o decorrer da aula me surpreendi com uma constatação mais profunda: na verdade precisamos trabalhar nas coisas importantes e não urgentes mas, as vezes nem sabemos quais são elas!

Trabalhar no quadrante 1 é extremamente estressante e consome a nossa energia vital, porém, essa é a forma mais natural de agirmos e é daí que vem o nosso sentimento de frustração quando constatamos que não sobrou tempo para fazer algo importante para nós. Quando não pensamos nas prioridades simplesmente vamos vivendo e resolvendo os assuntos urgentes e deixando as coisas importantes pra depois.

O mundo corporativo valoriza as pessoas que trabalham no quadrante 1, pois são pessoas com ação alta, que aguentam pressão e, são consideradas verdadeiros heróis quando conseguem resolver o problema. É o famoso “bombeiro” que vive apagando incêndio. No entanto, essa pessoa se torna tão indispensável para desempenhar esse papel dentro da empresa que ela acaba não tendo muitas oportunidades de crescimento, pois estão muito ocupadas resolvendo as coisas urgentes.

Mas como trabalhar no quadrante 2 com tantos incêndios à nossa volta? A primeira coisa é se livrando das coisas não importantes, mas que nos consome um tempo precioso sem que a gente se dê conta!

Resumindo: para organizar o seu tempo você precisa começar se livrando das coisas não importantes e não urgentes para ter tempo de atacar as coisas urgentes e importantes, delegar as coisas urgentes e não importantes e investir nas coisas importantes (inclusive para que não se tornem urgentes).

Colocando em Prática

Mas você deve estar se perguntando, como começar?

Em primeiro lugar pense nas coisas que você precisa fazer, nas coisas que você quer fazer e nas coisas que você faz (mesmo sem querer!).

Identifique aquelas que estão no quadrante 4 e que representam perda de tempo como por exemplo: tempo gasto no celular com redes sociais se inteirando sobre a vida dos outros, revistas de fofoca, conversas longas ao telefone. Aqui vão algumas dicas para eliminar ou minimizar essas atividades:

  • Rompa correntes sem culpa: fique tranquila! Nada acontecerá se você não passar pra frente uma mensagem no Whats App. Você não perde tempo repassando e poupa os seus amigos da mesma tarefa.
  • Não compre revistas de fofoca: você não será alienada se não estiver inteirada da vida do galã da novela. Além de você economizar uma grana, você não vai ficar sem ter o que fazer quando for ao médico e pegar uma Caras para ler do ano anterior na sala de espera. O casamento do ano passado será novidade pra você, mesmo que o noivo famoso já tenha se separado ; )
  • Conversas longas ao telefone: se você é do tipo que adora falar ao telefone, eu te entendo, pois eu também gosto! Minha sugestão é que você faça isso enquanto estiver executando uma outra tarefa (de preferência chata), como por exemplo, varrendo a casa ou cozinhando. Além de conversar com quem você gosta, isso vai tornar a tarefa mais prazerosa.

Agora que você eliminou o que significa perda de tempo, você precisa identificar as coisas que estão no quadrante 1, ou seja, são urgentes e importantes. Dessas você não tem como escapar, então mãos à obra. Se são muitas tarefas, faça uma lista e comece pelas mais fáceis e com prazo mais curto. Ver a lista de itens diminuir rápido faz com que você tenha motivação para atacar as mais difíceis.

Uma vez organizadas a tarefas urgentes e importantes, você precisa identificar as tarefas urgentes e não importantes. Se elas não são importantes elas podem ser delegadas ou até mesmo ignoradas (Adoro!).

  1. Minimize as interrupções: se não nos policiarmos somos interrompidos a todo momento por mensagens e telefonemas ou conversas desnecessárias. Quando somos interrompidos a gente perde o foco no que está fazendo e demora algum tempo para reativar as conexões cerebrais que estávamos utilizando (as vezes até esquecemos o que estávamos fazendo). Ficar olhando mensagens inúteis de bom dia e piadas no celular são uma grande causa de distração e perda de tempo. Mas como fazer se não tem como saber se a mensagem é inútil até que você a leia? Uma boa dica é desligar o alerta de mensagens e checá-las quando você for fazer uma pausa para beber uma água ou ir ao banheiro. Combine com seus familiares e amigos que em caso de urgência eles devem ligar.
  2. Seja mais seletiva: você já se pegou frustrada no domingo porque o seu fim de semana foi cheio mas não fez nada do que você queria? Teve um fim de semana que fui a 2 festas de criança dos amiguinhos da escola, ao teatro infantil e ao Mc Donalds, quando na verdade adoraria ter encontrado com os amigos para comer gostoso, bater papo, e dar uma caminhada no parque, mas não deu tempo. Aliás, não deu tempo nem de curtir os meus filhos porque eles ficaram jogando vídeo game nas festas e chegaram cansados e irritados. Antes de aceitar todos os convites para os eventos sociais, pense o quanto a sua família vai aproveitar neste evento. As vezes programas simples como tomar picolé, fazer pique nique ou um passeio a ar livre podem trazer momentos muito mais prazerosos. Cultivar as suas amizades é tão importante quanto cultivar as amizades do seu filho, então combine programas com os seus amigos também.
  3. Aceite ajuda: você está sempre correndo contra o tempo e fica igual a um pingue pongue se dividindo entre as várias tarefas diárias? Então você é igual a mim! Pense em tarefas que você possa delegar para que elas deixem de depender de você. Será que o seu marido pode levar o filho pra escola? Será que a sua vizinha pode trazer a sua filha quando ela for buscar a dela no ballet? A escola oferece transporte? Alguém pode passear com o cachorro pra você? Dá pra fazer as compras pela internet? Será que você consegue um estagiário para fazer aquela tarefa repetitiva no trabalho? Enfim, pense em alternativas que possam te ajudar a ter mais tempo para as coisas importantes.
  4. Coloque tudo em débito automático: não tem sentido perder tempo se preocupando com pagamento de contas que vencem em datas diferentes. Além de evitar as multas, você com certeza tem coisas mais importantes com que se preocupar.

Agora que você já se organizou, está na hora de investir nas coisas que são importantes pra você. As vezes a gente se perde na correria e nem para pra pensar nos nossos sonhos. Você já se perguntou o que gostaria de fazer se tivesse mais tempo livre? Aqui entram os seus projetos e o que realmente importa pra você: passar mais tempo com a sua família, fazer faculdade, aprender uma língua, fazer um esporte, tocar um instrumento, morar fora…. Faça a sua “wish list”. Nessa hora vale tudo mas, não desanime se chegar a conclusão que um desejo é muito difícil porque você não tem tempo, não tem dinheiro, não, não…. A gente sempre tem mil desculpas pra não correr atrás dos nossos sonhos!

Em geral, desejos de longo prazo dependem de outras coisas, então pense como um desejo pode ajudar a conquistar outro desejo. Por exemplo: quero fazer uma faculdade nos USA. Mas eu não sei inglês e não tenho dinheiro. Inclua na sua lista, aprender inglês e conseguir pagar a faculdade. Pense nas alternativas: para aprender inglês você pode fazer um curso convencional, um curso online, um intercambio ou de repente ser “au pair” em outro país. Para conseguir pagar seus estudos você pode: pedir para o seu pai (se ele tiver $), conseguir uma bolsa de estudos via “ciência sem fronteiras” ou outro programa do gênero, conseguir uma bolsa de estudos graças ao seu talento para jogar tênis, trabalhar como babá cuidando de crianças no seu prédio, ou de repente ser “au pair” e ganhar uma graninha enquanto aprende outra língua.

Organize os desejos de forma que um desejo de curto prazo se ligue a um de longo prazo e decida qual a melhor alternativa pra você sair da inércia. O importante é se mover em direção ao seu sonho, pois isso te dará força para acertar o caminho.

Atuar no quadrante 2 é ter respeito por si mesmo. É não deixar que a vida passe sem que você tenha se dado conta. Você já se perguntou o que você gostaria de estar fazendo daqui à cinco ou dez anos? Não? Então é hora de parar de apagar os incêndios, priorizar os seus sonhos e correr atrás do que é importante pra você.

Mas não se assuste se o caminho parecer muito difícil, trace rotas menores até que ele parece mais fácil. Tudo vale a pena se for para realizar o seu sonho!

A beleza da vida está na nossa capacidade de superação. Na capacidade que temos de lidar com os desafios, com os nossos medos e, fazer disso, oportunidades de crescimento pessoal.

No post “Dicas para organizar a sua agenda” você vai encontrar dicas práticas para organizar o seu dia a dia. Se gostou desse post e acha que ele pode ser útil pra você, deixe o seu comentário e compartilhe. A sua opinião é muito importante para mim!

Anúncios

Viajando pela Europa com Crianças

Viagens em família são experiências muito ricas e uma ótima oportunidade de crescimento para todos. Se você decidiu levar os seus pimpolhos para conhecer o velho continente, aqui vão algumas dicas para te ajudar. Se você quer saber mais dicas para planejar a sua viagem tranquilamente, clique aqui.

  1. Providencie a documentação necessária: Para entrar na Europa é exigido passaporte com validade maior que 6 meses e um seguro de viagem. A União Europeia exige de estrangeiros um seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000, para auxílio médico em caso de doença ou acidente durante sua viagem. Se o seu filho é brasileiro, menor de idade e ele vai viajar acompanhado de apenas um dos responsáveis (o pai ou a mãe), você precisará de uma Autorização de viagem de menores brasileiros ao exterior.
  2. Economize na bagagem: Não leve o guarda roupa inteiro das crianças. Leve apenas o essencial e se precisar você pode sempre lavar roupas durante a viagem. Há lavandeiras que você mesmo lava e seca as roupas e, se você optou por ficar em um apartamento, com certeza terá uma máquina de lavar roupas.
  3. Leve o carrinho e a cadeirinha do carro: O carrinho de bebê é uma superajuda pois evita que a criança fique muito cansada e poupa os pais de ter que carregá-la no colo muito tempo (e, de quebra serve para guardar cacarecos como água, comida, brinquedos, casacos, etc). Porém tenha em mente que em cidades grandes onde o metrô é mais antigo, como Londres ou Paris, há poucos elevadores e você pode ter dificuldade para subir e descer as numerosas escadas. Para crianças muito pequenas o canguru também pode ajudar. Se for alugar um carro, a economia de levar a sua própria cadeirinha pode ser significativa. Além disso, as companhias aéreas permitem que você leve esses dois itens sem descontar da sua franquia de bagagem (inclusive algumas low cost como a Easyjet, por exemplo).
  4. Tenha um kit de primeiros socorros: como seguro morreu de velho, não custa nada conversar com o seu pediatra e pedir pra ele um kit para a viagem com remédios para dor, febre, enjoo, antialérgicos, anti-inflamatório, termômetro, etc. Tomara que você não precise usar, mas caso precise, está tudo à mão.
  5. Minimize os deslocamentos: as crianças não têm paciência de ficar horas se deslocando, então escolha lugares próximos, a no máximo 3 horas de viajem um do outro e que vocês possam conhecer de carro ou trem.
  6. Dê preferência às cidades menores: Se passear nas capitais é cansativo para os adultos, imaginem para os pequenos! Considere a possibilidade de você fazer a sua base em uma cidade menor e de lá partir para conhecer os arredores. Dependendo da época, você pode conseguir boas tarifas ficando em hotéis tipo resort, com atrações para as crianças, em cidades próximas às que você quer visitar (o difícil vai ser você tirar eles do hotel!). Por exemplo: se você pretende ir a Lisboa com as crianças, que tal ficar em Cascais e de lá pegar um trem para Lisboa ou passear de carro até Cintra?
  7. Agrade a todos: Intercale programas do seu interesse com programas do interesse das crianças. Crianças pequenas em geral não tem muita paciência para muitas horas em filas ou mesmo dentro de museus. Comprar bilhetes pela internet (do próprio hotel) pode te poupar de algumas filas. Se você for visitar museus, opte pelos museus menores ou aqueles que tem um atrativo para as crianças (em geral elas gostam muito de museus de história natural). Barganhe com os pequenos incluindo um pique nique no parque ou uma parada no parquinho para brincar. Se o seu filho anda de patinete, essa pode ser uma boa opção para tornar o passeio mais interessante para os pequenos e agradar a toda a família.
  8. Dê preferência por hotéis com cozinha: na Europa existem várias cadeias de hotéis (por exemplo: http://www.pierreetvacances.com que oferecem quartos com cozinhas equipadas. Sabe quando você chega do passeio com as crianças cansadas e ninguém tem mais energia para sair novamente para comer? Se você tem uma cozinha à disposição, você pode deixa-las ver um desenho, já de pijama, enquanto você prepara um jantarzinho pra eles. Além de ser mais em conta, todos vão apreciar a comidinha caseira. Você também pode se sentir um local alugando um apartamento residencial. Isso é muito comum na Europa e há sites como por exemplo o http://www.airbnb.com ou o http://www.homestay.com onde você pode encontrar boas opções.
  9. Tenha sempre em mãos água, comida, brinquedos e lencinhos umedecidos: Em alguns lugares os estabelecimentos fecham durante um determinado horário do dia, então ter água, comida e brinquedos à mão vai aumentar a sua autonomia enquanto estiver na rua. Em alguns lugares na Europa é possível beber água da “bica”, como na França e na Itália, por exemplo. Nesse caso você pode encher a sua garrafinha em praças e outros locais públicos. Os brinquedos são essenciais para distrair quando eles estão cansados e, nesse caso, vale lápis de cor, adesivos, ou qualquer outra distração. Os lencinhos umedecidos são um coringa e são ótimos para limpar as crianças quando não há água por perto.
  10. Relaxe com os horários e a alimentação: viajar significa sair da rotina, então seja mais flexível nos horários habituais de comer e dormir. Quando voltarem pra casa você pode impor novamente as regras do dia a dia.

Espero que essas dicas te ajudem a planejar a sua viagem em família. Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se quer uma ajuda para planejar a sua viajem, leia também o post 4 Etapas para planejar a sua viagem dos sonhos para a Europa.

Boa viagem em família!

5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho

Se você está na fase de escolher uma escola para o seu filho e está se sentido perdida, tenha calma. Você não é a única e é muito natural que fiquemos ansiosas na escolha da escola.

Para ajudar os pais que estão passando por esse momento, elaborei uma lista simples com 5 itens que me ajudaram a escolher a escola para os meus filhos. Espero que sejam úteis pra você também! Essas dicas valem para crianças que estão em formação e cursando até o nono ano, a partir daí ela vai entrar no ensino médio e tem que realmente se preparar para o vestibular.

1 – Escolha uma escola perto da sua casa: as vezes ficamos tentadas a colocar nossos filhos para estudar perto do nosso trabalho para facilitar a nossa logística. Não imprima uma rotina de adulto para o seu filho fazendo ele acordar cedo e enfrentar engarrafamento na ida e na volta da escola. Ele vai acabar dormindo no carro e vai transformar a sua vida num inferno quando chegar em casa com a bateria recarregada. Criança precisa de vida de criança e isso significa estudar perto de casa.

2 – Escolha uma escola alinhada aos seus valores: o objetivo da escola não é apenas fazer com que o seu filho aprenda um monte de coisas que você pode encontrar no google. A escola será o ambiente onde o seu filho vai socializar com outras crianças, aprender a compartilhar, a respeitar os outros, a fazer parte de uma instituição com determinadas regras, a lidar com as suas frustrações, a ter prazer em estudar e descobrir as coisas. Você concorda com os valores da escola, com o método pedagógico que ela utiliza, com a postura dos professores? Para saber mais sobre esse assunto, leia o post Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

3 – Escolha uma escola que você possa pagar: educação é um item extremamente importante mas, ela não vem só da escola, vem também de casa e das experiências que a criança tem com o mundo. Invista numa escola que você considere boa, mas que esteja dentro do seu orçamento. Pense que se você tiver um dinheiro mensal extra, poderá proporcionar momentos incríveis para a sua família fazendo uma viagem de férias, por exemplo. Qual a experiência mais rica: estudar numa escola bilíngue ou fazer uma poupança para o seu filho fazer intercâmbio?

4 – Escolha uma escola com atividades extracurriculares: as atividades extracurriculares como futebol, capoeira, vôlei, balé, natação, coral, musicalização, línguas, artes, etc., são ótimas oportunidades para o seu filho ter contato com diferentes atividades que vão proporcionar um desenvolvimento psicomotor que ajudam no desenvolvimento cognitivo. Atividades físicas melhoram o aprendizado e a memória e atividades artísticas trabalham a criatividade e são uma boa forma da criança se expressar. Se a escola inclui atividades extras no seu currículo é um sinal de que ela está preocupada em desenvolver essas habilidades como forma de complementar o que é dado em sala de aula. Se estiver incluído na mensalidade, melhor ainda.

5 – Escolha uma escola com um espaço que estimule o desenvolvimento: em geral vivemos em cidades, em prédios ou em casas com um quintal pequeno. Sempre que possível tente escolher escolas que ofereçam espaços onde a criança possa ter contato com a natureza. Brincar na areia, ver passarinhos e colher frutas nas árvores estimulam o desenvolvimento dos sentidos, o amor pela natureza e a alegria de viver, além, é claro, de proporcionar espaço para eles correrem à vontade e gastarem bastante energia!

Você deve estar se perguntando: como eu vou saber todas essas informações antes de matricular o meu filho? Realmente é muito difícil responder todas essas perguntas de forma precisa antes de ter um maior contato com a escola, mas dá para se ter uma boa ideia conversando com pessoas da direção e pais de alunos. E, por mais “definitiva” que esta decisão possa parecer, não é! Claro que queremos acertar de primeira mas, se não der certo, há sempre a possibilidade de mudar de escola.

Uma vez tomada a sua decisão, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento do seu filho. Procure feedback dos professores e esteja aberta a ouvir o que eles têm a dizer. Observe o comportamento do seu filho pois ele será o termômetro que você precisa para adequar alguma situação.

E, se tudo der errado, não se desespere! Inspire fundo e recomece. Eu sempre gosto de pensar que da segunda vez é sempre mais fácil!

Se esse post foi útil pra você, compartilhe! Deixe também o seu comentário, o seu feedback é super importante para mim!

Boa sorte na sua escolha!

Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

A escola da escola onde nossos filhos vão estudar é sempre uma decisão difícil. Depende de vários fatores e com frequência nos perguntamos, “será que fizemos uma boa escolha?”

O que buscamos para a educação dos nossos filhos? O sistema de ensino brasileiro é dito “conteudista”, onde se preocupa em passar uma grande quantidade de informações para as crianças sem se preocupar se elas estão preparadas para apender tudo aquilo. Testes como o vestibular ou mesmo o Enen, muitas vezes, levam os pais a optar por uma escola tradicional, com muitos exercícios, repetição e testes. Mas a questão é: será que este modelo vai preparar nosso filho para a vida?

A aprendizagem socioemocional é fundamental não apenas para melhorar o desempenho acadêmico, mas também para ensinar habilidades comportamentais essenciais para ser bem sucedido em todas as áreas da vida.

Isso exige pensar que as competências cognitivas, conhecidas como interpretar, refletir, pensar abstratamente e generalizar aprendizados, deixem de ser o objetivo principal da educação e passem a ser a uma consequência do aprendizado socioemocional.

Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter”, o escritor e jornalista americano Paul Tough coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização.

A teoria das cinco dimensões, também conhecida como Big Five Model, analisa a personalidade humana a partir de cinco dimensões:

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Consciência: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciente é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo e pessoas e coisas (ao invés do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não-autoconfiante.

Nesse mundo que estamos vivendo, onde cultua-se o “ter” e não o “ser” o que estamos ensinando os nossos filhos? Será que estamos trabalhando nos nossos filhos essas 5 dimensões? Em que ambiente os nossos filhos estão crescendo? Essas são habilidades que eles estão desenvolvendo em casa e na escola?

Se a resposta é não, talvez valha rever o seu dia a dia em busca das coisas que realmente vão contribuir para o desenvolvimento saudável do seu filho e valorizá-las e, de quebra, aproveitar para se livrar daquelas que não são realmente importantes.

Se você está em dúvida de onde o seu filho deve estudar, leia o meu post 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

Se post te inspirou, deixe o seu comentário e compartilhe! Ele também pode inspirar alguém que você conheça!

Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos

Em tempos onde somos inundados por informações e constantemente conectados a redes sociais, a ansiedade é considerada pelo psiquiatra Dr. Augusto Cury como o novo “mal do século”.

E então vem a seguinte questão: como preparar os nossos filhos para esse mundo “plugado” e repleto de situações que geram ansiedade? Como ajudá-los a se tornarem adultos autoconfiantes, capazes de gerir suas emoções para tomarem decisões equilibradas em momentos de stress?

Uma forma é os ensiná-los a desenvolver habilidades socioemocionais. A Aprendizagem Socioemocional é a parte do desenvolvimento que tem a ver com sentimentos, relacionamentos e com a capacidade do ser humano de adequar seus comportamentos, pensamentos e emoções, de acordo com a situação que está vivendo.

Aprendendo a controlar suas emoções, nossos filhos serão mais capazes de se expressar, de demonstrar empatia para com os outros, de lidar com a frustração, de tomar decisões e de aprender melhor.

O apredizado socioemocional começa no nascimento e continua a se desenvolver ao longo da vida. Dessa forma, a qualidade do relacionamento do pai e da mãe com a criança é muito importante para o seu desenvolvimento. As primeiras experiências positivas da criança influenciam a forma como o seu cérebro se desenvolve. O relacionamento de afeto com os pais, se desenvolve durante os primeiros anos de vida da criança, e é construído através de repetidas interações. Estas interações ocorrem através de tentativas da criança de se aproximar física e emocionalmente e da consequente reação dos pais (ou cuidador).

Esse relacionamento tem uma influência duradoura sobre a forma como a criança se sente sobre si mesmo, como ela pensa e interage com seu mundo, e o que ela espera dos outros e é o cerne do bem-estar socioemocional da criança.

Essas percepções contribuem para a autoconfiança da criança, sua capacidade de desenvolver amizades significativas e duradouras, seu senso de importância e valor para aqueles ao seu redor. Portanto, papai e mamãe, não poupem seus filhos de afeto, carinho e principalmente, atenção!

Dedique a eles todos os preciosos minutos que vocês tem juntos e aproveite todas as oportunidades para rir e brincar com o seu filho e dar um gritos também, quando necessário. Afinal, educar não é tarefa fácil e não são só bons momentos, mas tudo vale a pena para que nossos filhos se tornem pessoas boas e equilibradas.

Então, inspire fundo e mãos à obra! Se você gostou deste post deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Qual a educação que buscamos para os nossos filhos?

Até a próxima!

Dicas para Evitar Crises Nervosas Fora de Casa

Durante um passeio longo ou uma viagem, toda a família sai da rotina e bagunça os horários de descanso e refeição. No entanto o sono, a fome e o cansaço são elementos perfeitos para desencadear uma crise.

Se você vai sair para passear com o seu filho, com certeza você quer aproveitar bastante o tempo que passarem juntos, certo? Então, aqui estão algumas dicas para o seu passeio ser tranquilo e divertido para todos.

Tenha sempre comida por perto: em geral as crianças perdem o controle quando estão com sono, cansadas ou com fome. Se você está saindo para um passeio longo ou uma viagem de férias cansativa, leve sempre com você água e comida e o incentive a ter alguns momentos de descanso. A hora do piquenique, além de prazerosa, é uma oportunidade para o seu filho parar um pouquinho e descansar.

Não perca para o seu filho: isso as vezes parece impossível, mas tenha em mente que nós adultos somos mais experientes que nossos filhos e portanto mais espertos que eles. Se o seu filho insiste em algo até conseguir e acaba te vencendo pelo cansaço, proponha uma alternativa que ele aceite, dessa forma você é que ganha a disputa, e não ele. Só entre na batalha se for pra ganhar. Se você não está com paciência para manter a sua posição até o final, ceda logo e deixe ele fazer o que está pedindo.

Não tente impor limites quando as crianças estão cansadas: é muito normal querermos repreender um mau comportamento, principalmente se estivermos em público, onde o pai ou a avó estão presentes e cobram de nós uma atitude mais dura com a criança. São nos momentos de cansaço que as crises acontecem com mais frequência e, se elas já estão cansadas, há grandes chances de você perder essa batalha. Se você se interessou por esse assunto, leia também o meu post A Melhor Hora para Educar o Seu Filho.

Não crie expectativas exageradas: se vai fazer uma viagem para a Disney, por exemplo, é normal criarmos expectativas, mas tenha em mente que vocês terão momentos maravilhosos e outros chatos e desgastantes, como em qualquer viagem. Fazendo isso, estará preparada para lidar com as situações difíceis sem perder a esportiva e ficar frustrada quando algo der errado. Se um voo atrasar, uma mala extraviar, um carro quebra ou o seu marido ficar estressado, mantenha a calma e o bom humor, pois tudo vai se resolver. Dessa forma, poderão aproveitar os momentos bons que terão juntos e na volta terão várias estórias “engraçadas” pra contar.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

A Melhor Hora para Educar o seu Filho

Em geral, são nos momentos de sono, fome e cansaço que a criança fica mais chata e tem comportamentos inadequados. Nessa hora, é muito comum os pais tentarem impor limites à criança e, normalmente, esses são os piores momentos para se fazer isso.

Quando a criança está cansada, ela não responde adequadamente aos “comandos” dos pais porque já esgotou a sua capacidade de autocontrole. Se cobrarmos dela um determinado comportamento quando ela já não tem mais capacidade de resposta, ela acaba deixando as suas emoções dominarem a situação e pode entrar em crise. Os pais, além de perderem a “batalha” travada hora errada, acabam por se sentir frustrados e perdidos e culpados.

Então, qual é a solução? E se o meu filho bater numa pessoa? Eu não vou exigir que ele peça desculpas? Não. Definitivamente essa é uma situação que, não importa se o seu filho está cansado ou não, você não vai deixar que ele bata em alguém sem ser repreendido. Porém, é importante que a situação seja quebrada, senão ele vai acabar fazendo novamente justamente por que está cansado.

Se eu não devo educá-lo na hora que ele faz algo errado, quando vou fazer isso? Bom, é aí que está a chave do negócio. Você precisa ensinar o seu filho a ter autocontrole quando está descansado e pronto para aprender e não no momento de crise. No meu post Ensinando o Seu Filho a Controlar Suas Emoções eu dou algumas dicas de como fazer isso por meio de brincadeiras simples e divertidas.

Pesquisas científicas comprovam que o autocontrole traz inúmeros benefícios para a criança ao longo da sua vida. Além de controlarem a si mesmas, elas são capazes de compreender melhor os sentimentos dos outros e tem maior capacidade de tomar decisões.

Daniel Goleman em seu livro Focus mostra os benefícios de se adotar um programa de Aprendizagem Social e Emocional (SEL – Social and Emotional Learning) nas escolas. O autor Augusto Cury, em seu livro, Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século, fala sobre como nós falhamos em educar os nossos filhos para lidar com suas emoções e evitar que a ansiedade se torne um problema na vida deles.

Como pais de uma nova geração podemos ser expectadores e ver os nossos filhos em meio a um mar de informações desconexas, ou podemos atuar mais ativamente, ensinando-os a lidar com seus sentimentos, construindo pontes para tornarem-se pessoas emocionalmente preparadas para lidar com as situações difíceis da vida.

Inspire-se e mão à obra! Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe!

Quando a Pirraça Vira Crise Nervosa

Em geral, a criança faz pirraça quando é privada de algo que ela quer como por exemplo, um brinquedo, jogar vídeo game ou comer gostosuras. Em seguida a criança começa a fazer “feiura” para chamar a atenção: chamar a mãe de “mentirosa”, dizer “isso não é justo” ou “você nunca me deixa fazer isso”, chorar, gritar, bater, se jogar no chão, se debater, etc. Neste ponto o seu filho já perdeu o autocontrole.

Não se desespere. Inspire fundo e vamos lá! Aqui estão alguns passos para ajudar a acalmar a criança. Se o passo 1 não funcionar, tente o passo 2 e assim sucessivamente.

Passo 1: não dê atenção a comportamentos indesejáveis. A minha primeira tentativa é ignorar a criança. Se ela só está querendo chamar a atenção, ignorando o seu mau comportamento não estará dando a ela o que quer: atenção. Assim você ganha e, como a tentativa de chamar a sua atenção não deu certo, a tendência é ela parar o “chilique”.

Passo 2: peça pra a criança para respirar. Um exercício que eu gosto de fazer com o meu filho de 4 anos, quando ele chega nesse ponto, é pedir para ele respirar fundo dez vezes. Prestar atenção na respiração faz com que ele foque em algo diferente e se acalme.

Passo 3: coloque ela num canto para pensar. É importante que a criança aprenda a se acalmar sozinha e uma forma de fazer isso é cortar os estímulos externos. Coloque a criança em algum lugar, pode ser sentadinha num banco ou mesmo num degrau, fique no nível da criança e repita o passo 2. Peça para ela se acalmar e para ninguém falar com ela por algum tempo. Dê a ela de 3 a 5 minutos até que ela se acalme. Se ela bater uma porta ou chutar a parede, ignore, pois afinal, ela quer sua atenção.

Passo 4: mude de assunto. Quando a pirraça se transformou numa crise nervosa, muitas vezes a criança demora pra se acalmar. Depois que ela se acalmou, pode ser que ela ainda chore “lembrando” da tristeza que ela sentiu. Nesse momento é importante distrair a criança com alguma coisa. Conte uma piada, fale de um personagem que ela goste, faça cosquinhas, enfim, vale qualquer coisa pra ela dar um sorriso e sair do estado emocional que ela se encontra.

Passo 5: peça ajuda. Se você está super cansada e estressada, muito provavelmente você não é a pessoa mais indicada para ajudar o seu filho neste momento. É muito normal nós ficarmos frustradas por causa disso, mas, as vezes sair de cena e chamar alguém próximo pode ser uma saída menos sofrida pra todo muito. Isso não é o fim do mundo e você terá muitas outras oportunidades de ajudar o seu filho quando estiver se sentindo melhor.

Esses passos vão te ajudar a agir quando o seu filho entrar em crise, mas cada criança reage de uma forma diferente. Portanto, se não funcionou com você, seja criativa e pense em outras maneiras para ajudá-lo a se acalmar. Se você tem alguma técnica que deu certo com o seu filho, compartilhe com a gente!

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

Ensinando o Seu Filho a Controlar Suas Emoções

Para praticar o autocontrole é necessário que a criança reconheça os seus sentimentos. Depois ela vai precisar saber como lidar com as suas emoções. Neste post eu proponho utilizar algumas técnicas simples para ajudar os nossos filhos neste processo.

Reconhecendo os Sentimentos

Uma forma de trabalhar a auto percepção da criança é utilizar carinhas que expressem os diferentes sentimentos: raiva, medo, alegria e perguntar para ela como está sentindo naquele momento e o que sentiu num determinado momento de crise.

Preparei umas cartas de sentimentos para você jogar com o seu filho e falar sobre suas emoções. Você pode imprimir 2 vezes e jogar como jogo da memória ou mímica, onde um adivinha a cara que o outro está fazendo.

Essa brincadeira, além de divertida, vai ajudar a criança reconhecer seus próprios sentimentos. Quando ela se sentir frustrada, peça para ela respirar fundo, pergunte qual o problema e como ela se sente.

Lidando com as Emoções

O segundo passo é ensinar a criança como lidar com as suas emoções. O que ela deve fazer quando estiver com medo ou com raiva? Se jogar no chão, bater, chorar ou fugir, não vai resolver a situação. Uma forma de fazer a criança refletir sobre o seu comportamento é utilizar um sinal de trânsito. Esse exercício foi criado pelo psicólogo Roger Weissberg, na década de 80, como parte de programa pioneiro chamado “desenvolvimento social” para escolas públicas de New Haven. Hoje, essa técnica é utilizada por milhares de escolas em todo o mundo e você pode utilizá-la também.

  • O vermelho significa: pare e se acalme.
  • O amarelo significa que ela deve pensar nas possíveis formas de resolver o problema e escolher a melhor.
  • O verde é o sinal para ela tentar fazer o que ela planejou e ver se funciona.

Desenhe um sinal de transito com a criança e peça para ela se lembrar do sinal quando estiver se sentindo frustrada. Dê um exemplo de uma situação real que vocês tenham vivido e construam a solução juntos. Por exemplo: lembra no sábado, na casa da vovó, que a mamãe disse que você não podia comer gostosura antes de almoço (situação de fome) e que você ficou com raiva e chorou muito? Então, quando você chorar, eu quero que você se lembre do sinal vermelho, que significa parar. Toda a vez que você sentir raiva, a gente vai parar e respirar fundo 3 vezes.

A próxima luz do sinal é o amarelo: que é quando a gente vai pensar em como resolver a situação. O que a gente pode combinar para não brigar por causa da gostosura? Aqui vocês têm que construir uma solução que seja factível e principalmente que você “ganhe” da criança, ou seja, que ela vai fazer o combinado. Para que funcione, as vezes temos que ceder um pouco na negociação. Faça um combinado! Que tal se a mamãe deixar você comer um tic-tac antes de almoço (afinal o que é uma balinha de tic-tac?) depois que você comer tudo, você pode comer a gostosura? Assim, a criança vai fazer o que você quer e vai ficar satisfeita porque foi ouvida e parcialmente atendida.

Pondo em Prática

O terceiro passo e mais importante é pôr em prática. O que você fez com o seu filho foi construir um caminho para ajudar vocês dois a sair de uma determinada situação de uma forma aceitável para os dois. Então é importante que você seja consistente e, no momento em que a situação aparecer você cobre dele executar o plano que vocês construíram. Lembre-se dos passos e tenho certeza que vocês vão se sair bem.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.