5 Bons Motivos para Aprender Francês

Aprender uma nova língua é se abrir para um mundo inteiramente novo. É decifrar um código que te dará acesso à cultura, à música, à pesquisa, enfim, a um mundo cheio de possibilidades.

Se você quer aprender um novo idioma e ainda está em dúvida de qual, aqui vou te dar 5 bons motivos para você aprender francês.

  1. C’est facile!

O francês é uma língua latina e tem vocabulário e estrutura gramatical muito semelhantes ao português. É um idioma fácil de aprender, com vários métodos clássicos e alternativos para progredir rápido. Segundo um estudo feito pelo Defense Language Institute, o francês está entre os idiomas que requer menos horas de instrução até se atingir um bom nível de proficiência, sendo necessárias cerca de 720 horas de estudo.

  1. Turbine seu currículo

No mundo atual, falar Inglês é indispensável para diversas profissões, porém, falar francês pode ser um diferencial que vai te ajudar a conseguir aquela vaga tão desejada. Há mais de 500 empresas francesas instaladas no Brasil e, além disso, quem domina o idioma pode trabalhar na França, Bélgica, Canadá e também em pulsantes economias africanas, como o Marrocos.

O francês também é o idioma oficial de importantes organizações internacionais como: ONU, União Europeia, UNESCO, OTAN, Comitê Olímpico Internacional, Cruz Vermelha e FIFA.

  1. Aproveite mais suas viagens de turismo

O francês é uma língua falada por aproximadamente 270 milhões de pessoas no mundo, nos 5 continentes. Se você é do tipo que gosta de viajar pelo mundo, falar francês nos países francófonos vai permitir que você interaja com as pessoas locais no idioma deles e vai tornar a sua viagem ainda mais incrível.

  1. Estude nas melhores escolas

Já pensou em estudar em uma das renomadas, também conhecidas como les grandes écoles françaises? Pessoas que falam francês têm mais facilidade na hora de montar um projeto de candidatura pelo Campus France Brasil e melhores chances de conseguir bolsas exclusivas oferecidas pelo governo Francês.

  1. Seja Chic

O francês é considerado a língua mais sexy do mundo. É a língua tradicional da gastronomia, da moda, do teatro, das artes visuais, da dança e da arquitetura. Aprender francês te dará acesso também às versões originais de grandes clássicos da literatura francesa e às obras do pensamento político, filosófico e social da história da humanidade.

Aqui estão 5 razões para você aprender francês.  Se você se animou, não  perca tempo! Existem várias formas de aprender um novo idioma de forma fácil e divertida.

Se você gostou deste post, deixe aqui o seu comentário! Leia também 4 Passos Importantes Para se Aprender Uma Nova Língua.

Bonne Chance!

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Como falar Francês em um ano?

Muitas pessoas se matriculam num curso de francês querendo aprender a falar francês para quando forem fazer uma viagem à Paris ou quem sabe à Côte d’Azur. Mas, depois de algum tempo elas percebem que vão precisar de 4 ou 5 anos de curso para se tornarem fluentes.

A maior parte das pessoas acaba desistindo seja por falta de tempo, de dinheiro ou apenas porque mudaram de prioridade e aí fica aquele sentimento de frustração. Mas será que essa é a melhor forma de aprender uma língua? Com certeza não foi assim que você aprendeu a falar português. O aprendizado da língua materna se dá de forma natural e é da mesma forma que você aprende uma segunda língua quando mora em outro país.

Foi assim comigo quando eu aprendi inglês fazendo um intercâmbio nos Estados Unidos. Se você tiver a chance de morar num país francófono, essa é sem dúvida a melhor forma de aprender Francês. Além de viajar e conhecer o mundo, você vai poder imergir na cultura do lugar e com certeza terá experiências incríveis.

Se você não pretende morar em outro país, não desanime! Apesar de ser mais difícil, não é impossível. Vou compartilhar com você como eu mesma aprendi francês. Eu fui morar na França com a minha família pra fazer um curso de pós graduação em inglês (é isso mesmo, até porque eu não sabia nada de francês). Durante as 8 horas diárias de curso eu assistia aulas em inglês e me comunicava em inglês, até porque a maioria dos alunos era estrangeira. Quando chegava em casa eu falava com a minha família em português e ainda tinha que cuidar das crianças, ficar com o meu marido e estudar pro curso. Realmente não me sobrava tempo para estudar francês.

Durante os fins de semana, quando eu ia à uma loja ou supermercado e me aventurava a falar algo em francês, ao perceberem o meu sotaque horrível, as pessoas me respondiam em inglês ou espanhol (acho que para me poupar do constrangimento). Aí veio a triste constatação: ao final de três meses eu estava exatamente no mesmo nível de francês que ao sair do Brasil, ou seja nenhum!

Como eu tinha estabelecido uma meta de aprender a falar francês durante a viajem, eu me perguntei: como aprender a falar francês num mundo que todo mundo a minha volta fala inglês? Foi então que eu resolvi procurar na internet meios de aprender francês pelo celular, já que eu também não tinha tempo livre para fazer um curso de Francês. Baixei todos os aplicativos de línguas e eu e o meu filho ficávamos fazendo as aulinhas no celular. Um dia, navegando na internet, encontrei uns vídeos no YouTube de um cara que desenvolveu um curso de francês utilizando o método de aprendizagem natural. Eu comecei a escutar o que ele estava falando e me identifiquei de imediato.

Fui aproveitando o conteúdo gratuito que ele oferecia, até que resolvi comprar o curso. Posso te dizer que foi a melhor coisa que eu fiz e, graças ao Johan, eu aprendi a falar francês em 10 meses. O Johan desenvolveu o Français Authentique baseado na sua experiência própria no aprendizado do Alemão. Hoje são mais de 8.000 pessoas que já aprenderam francês utilizando esse método.

Para aprender uma língua é fundamental termos contato com o idioma. A internet, TV à cabo e Netflix são fontes inesgotáveis de conteúdo em todas as línguas, mas nem sempre é fácil e rápido encontrarmos uma seleção de conteúdo interessante. Se você quer ter acesso a um conteúdo em francês de qualidade, aqui está o link para o curso que eu fiz. Se funcionou para mim e pra todas essas pessoas, eu tenho certeza que vai funcionar pra você também!

Bonne chance et à bientôt!

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5 Dicas Para Acelerar o Seu Desenvolvimento no Aprendizado de Línguas

Os 4 Passos Importantes Para se Aprender Uma Nova Língua utilizando o método de aprendizagem natural são: escutar, fixar, imitar e finalmente falar. Os dois primeiros passos estão diretamente relacionados com escutar um determinado conteúdo repetidas vezes até que o seu cérebro reconheça todas as palavras e compreenda o seu significado.

Se você está estudando alguma língua ou está pensando em começar essa jornada, aqui vão 5 dicas simples para acelerar o seu aprendizado:

  • Escute muitos áudios na língua que você está estudando ou pretende aprender.
  • Use o seu smartphone como um aliado no seu desenvolvimento. Salve áudios que você possa ouvir enquanto estiver se deslocando de casa para o trabalho (ou para a escola) ou fazendo exercícios físicos.
  • Escute os mesmos áudios muitas vezes e comece a repetir em voz alta o que você está ouvindo.
  • Escolha conteúdo do seu interesse, se você vai escutar um pod-cast, ver um filme ou ler um texto, procure temas que sejam do seu interesse.
  • Assista novamente uma série que você gostou de ver, mas agora com o áudio no idioma que você quer aprender. Você pode primeiro assistir com a legenda em português, depois com a legenda no outro idioma.

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4 Passos Importantes Para se Aprender Uma Nova Língua

Você tem vontade de aprender uma nova língua e está com preguiça porque acha que vai demorar anos para ser capaz de falar? Então você não está sozinha, pois a maioria das pessoas compartilha deste pensamento.

Eu não vou te dizer que aprender uma nova língua é fácil ou que não exige esforço porque não é verdade, mas vou compartilhar com você 4 passos importantes para o aprendizado de línguas que identifiquei observando o meu próprio desenvolvimento e o desenvolvimento dos meus filhos.

Quando fomos morar na França, meus filhos tiveram a oportunidade de estudar numa escola francesa e aprender uma segunda língua. Dessa forma, pude acompanhar o desenvolvimento deles na aprendizagem do Francês de forma natural e espontânea. O Bruno na época tinha 3 anos e ele tinha acabado de conquistar a sua fluência no Português! Já o Diogo tinha 5 anos e meio e já lia e escrevia. Apesar do desenvolvimento dos dois ter sido um pouco diferente por causa da diferença de idade, eles basicamente seguiram os mesmos 4 passos.

Antes do primeiro dia de aula, eu e o meu marido ensinamos a eles algumas frases de primeira necessidade como: “bom dia”, “obrigada”, “por favor”, “quero ir ao banheiro” e “quero beber água”. E assim, munidos deste vasto vocabulário, eles foram para a escola sem saberem nada, ou melhor, quase nada de Francês.

Adivinhem o que aconteceu? Num primeiro momento eles ficaram mudos, pararam de falar! No entanto, após algumas semanas eles já compreendiam bastante e, depois de alguns meses, eles estavam se arriscando a falar as primeiras frases simples. Ao final de um ano e meio, quando voltamos para o Brasil, os dois estavam falando Francês fluentemente.

Você deve estar se perguntando, mas e daí? Fazendo uma análise sobre o processo de aprendizado deles pude perceber que foi muito similar à forma como nós mesmos aprendemos a nossa língua mãe (apesar de já termos nos esquecido disso!).

Então vamos aos 4 passos que podem te ajudar na sua jornada de aprender uma nova língua:

1º passo: o primeiro passo para se aprender uma nova língua é escutar! Escutar para compreender.

Parar de falar é uma reação muito natural para quem não sabe falar a língua. E, se pararmos para pensar, isso pode não ser tão ruim assim. Quando paramos de falar nós abrimos espaço para escutar o que os outros falam. O que vem a ser o primeiro passo do aprendizado de uma língua, a compreensão.

Fazendo um paralelo com o desenvolvimento de uma criança, observamos que desde o seu nascimento ela escuta as pessoas falando a sua volta. Nos primeiros meses de vida ela não compreende o significado das palavras, mas aos poucos ela vai identificando as palavras e criando relações entre o que ela ouve, o que ela sente e o que ela vê.

2º passo: o segundo passo no aprendizado da língua é a fixação. Ouvir várias vezes para fixar o conhecimento.

Na verdade, a medida que a criança escuta várias vezes a mesma coisa ela começa a fixar o que ela ouve. Um bom exemplo é quando damos um DVD novo pra criança achando que ela vai gostar de variar e somos surpreendidos por eles nos pedindo para ver o mesmo DVD antigo. A criança gosta muito de ver conteúdo repetido porque a cada vez que ela assiste ela fixa o conteúdo na memória e vai assimilando mais informações. Assim como a criança, é necessário ouvir diversas vezes a mesma coisa para que você seja capaz de identificar as palavras, assimilar o seu significado e compreender a estrutura da língua.

3º passo: o terceiro passo é a imitação. Imitar para treinar. Esse passo é onde vai passar da compreensão para a fase de expressão. Uma nova língua é repleta de novos sons que utilizam músculos que não estamos acostumados a utilizar. A melhor forma de treinar esses músculos é imitar alguém falando. Assim como a criança faz quando repete o que nós falamos.

Voltando ao exemplo dos meus filhos, volta e meia eu pegava um deles fazendo um barulho tipo “rrrrrrrrr” saindo da garganta. Parecia que eles estavam engasgados e, no começo eu perguntava, o que é isso, que barulho é esse? Depois eu entendi que na verdade eles estavam treinando um fonema muito característico do Francês, como em merci por exemplo.

4º passo: o quarto passo é falar. Para se comunicar nós precisamos falar. Mas nós não precisamos falar corretamente. O problema é que nós ficamos com vergonha de falar errado e queremos aguardar o momento em que seremos capazes de falar corretamente para começar a falar. Esse é o principal erro de quem quer aprender outra língua!

Deixa eu te dar um exemplo: se você está no Rio de Janeiro e um gringo te para na rua, com um mapa na mão, e te pergunta: “onde é “pau de azucar”? Você pode até achar engraçado mas, muito provavelmente você não só vai dar a informação pra ele de como chegar no Pão de Açúcar, mas também vai achar muito legal ele ter tentando falar Português. Além disso, se ele foi capaz de te compreender (que é bem mais fácil do que falar!) pode-se dizer que a comunicação foi 100% eficiente. Ou seja, ele conseguiu a informação que queria.

Então quer dizer que é legal falar tudo errado? Não, o que eu quero dizer é que, mais importante do que falar corretamente é tentar falar. Não tenha medo de errar. Quando você se ouve falando errado o seu cérebro registra o erro e tenta corrigi-lo automaticamente. Como esse processo pode levar alguns minutos, provavelmente você não será capaz de voltar pra pessoa que te ajudou e falar a frase corretamente mas, de qualquer forma, ela fica gravada na sua memória e, quando você se vir novamente na mesma situação, você vai resgatar essa memória e falar corretamente.

Eu costumo dizer que: “quem fala, erra e quem erra, aprende” e o contrário também é válido. Isso significa que “quem não fala, não erra! Mas, também não aprende!”

Se você está estudando algum idioma ou se ainda está na dúvida se deve tentar, anime-se! Você é capaz de falar uma outra língua e nem mesmo precisa saber escrever para conseguir isso! Espero que esses 4 passos sejam úteis pra você na sua jornada.

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5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho

Se você está na fase de escolher uma escola para o seu filho e está se sentido perdida, tenha calma. Você não é a única e é muito natural que fiquemos ansiosas na escolha da escola.

Para ajudar os pais que estão passando por esse momento, elaborei uma lista simples com 5 itens que me ajudaram a escolher a escola para os meus filhos. Espero que sejam úteis pra você também! Essas dicas valem para crianças que estão em formação e cursando até o nono ano, a partir daí ela vai entrar no ensino médio e tem que realmente se preparar para o vestibular.

1 – Escolha uma escola perto da sua casa: as vezes ficamos tentadas a colocar nossos filhos para estudar perto do nosso trabalho para facilitar a nossa logística. Não imprima uma rotina de adulto para o seu filho fazendo ele acordar cedo e enfrentar engarrafamento na ida e na volta da escola. Ele vai acabar dormindo no carro e vai transformar a sua vida num inferno quando chegar em casa com a bateria recarregada. Criança precisa de vida de criança e isso significa estudar perto de casa.

2 – Escolha uma escola alinhada aos seus valores: o objetivo da escola não é apenas fazer com que o seu filho aprenda um monte de coisas que você pode encontrar no google. A escola será o ambiente onde o seu filho vai socializar com outras crianças, aprender a compartilhar, a respeitar os outros, a fazer parte de uma instituição com determinadas regras, a lidar com as suas frustrações, a ter prazer em estudar e descobrir as coisas. Você concorda com os valores da escola, com o método pedagógico que ela utiliza, com a postura dos professores? Para saber mais sobre esse assunto, leia o post Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

3 – Escolha uma escola que você possa pagar: educação é um item extremamente importante mas, ela não vem só da escola, vem também de casa e das experiências que a criança tem com o mundo. Invista numa escola que você considere boa, mas que esteja dentro do seu orçamento. Pense que se você tiver um dinheiro mensal extra, poderá proporcionar momentos incríveis para a sua família fazendo uma viagem de férias, por exemplo. Qual a experiência mais rica: estudar numa escola bilíngue ou fazer uma poupança para o seu filho fazer intercâmbio?

4 – Escolha uma escola com atividades extracurriculares: as atividades extracurriculares como futebol, capoeira, vôlei, balé, natação, coral, musicalização, línguas, artes, etc., são ótimas oportunidades para o seu filho ter contato com diferentes atividades que vão proporcionar um desenvolvimento psicomotor que ajudam no desenvolvimento cognitivo. Atividades físicas melhoram o aprendizado e a memória e atividades artísticas trabalham a criatividade e são uma boa forma da criança se expressar. Se a escola inclui atividades extras no seu currículo é um sinal de que ela está preocupada em desenvolver essas habilidades como forma de complementar o que é dado em sala de aula. Se estiver incluído na mensalidade, melhor ainda.

5 – Escolha uma escola com um espaço que estimule o desenvolvimento: em geral vivemos em cidades, em prédios ou em casas com um quintal pequeno. Sempre que possível tente escolher escolas que ofereçam espaços onde a criança possa ter contato com a natureza. Brincar na areia, ver passarinhos e colher frutas nas árvores estimulam o desenvolvimento dos sentidos, o amor pela natureza e a alegria de viver, além, é claro, de proporcionar espaço para eles correrem à vontade e gastarem bastante energia!

Você deve estar se perguntando: como eu vou saber todas essas informações antes de matricular o meu filho? Realmente é muito difícil responder todas essas perguntas de forma precisa antes de ter um maior contato com a escola, mas dá para se ter uma boa ideia conversando com pessoas da direção e pais de alunos. E, por mais “definitiva” que esta decisão possa parecer, não é! Claro que queremos acertar de primeira mas, se não der certo, há sempre a possibilidade de mudar de escola.

Uma vez tomada a sua decisão, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento do seu filho. Procure feedback dos professores e esteja aberta a ouvir o que eles têm a dizer. Observe o comportamento do seu filho pois ele será o termômetro que você precisa para adequar alguma situação.

E, se tudo der errado, não se desespere! Inspire fundo e recomece. Eu sempre gosto de pensar que da segunda vez é sempre mais fácil!

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Boa sorte na sua escolha!

Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

A escola da escola onde nossos filhos vão estudar é sempre uma decisão difícil. Depende de vários fatores e com frequência nos perguntamos, “será que fizemos uma boa escolha?”

O que buscamos para a educação dos nossos filhos? O sistema de ensino brasileiro é dito “conteudista”, onde se preocupa em passar uma grande quantidade de informações para as crianças sem se preocupar se elas estão preparadas para apender tudo aquilo. Testes como o vestibular ou mesmo o Enen, muitas vezes, levam os pais a optar por uma escola tradicional, com muitos exercícios, repetição e testes. Mas a questão é: será que este modelo vai preparar nosso filho para a vida?

A aprendizagem socioemocional é fundamental não apenas para melhorar o desempenho acadêmico, mas também para ensinar habilidades comportamentais essenciais para ser bem sucedido em todas as áreas da vida.

Isso exige pensar que as competências cognitivas, conhecidas como interpretar, refletir, pensar abstratamente e generalizar aprendizados, deixem de ser o objetivo principal da educação e passem a ser a uma consequência do aprendizado socioemocional.

Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter”, o escritor e jornalista americano Paul Tough coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização.

A teoria das cinco dimensões, também conhecida como Big Five Model, analisa a personalidade humana a partir de cinco dimensões:

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Consciência: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciente é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo e pessoas e coisas (ao invés do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não-autoconfiante.

Nesse mundo que estamos vivendo, onde cultua-se o “ter” e não o “ser” o que estamos ensinando os nossos filhos? Será que estamos trabalhando nos nossos filhos essas 5 dimensões? Em que ambiente os nossos filhos estão crescendo? Essas são habilidades que eles estão desenvolvendo em casa e na escola?

Se a resposta é não, talvez valha rever o seu dia a dia em busca das coisas que realmente vão contribuir para o desenvolvimento saudável do seu filho e valorizá-las e, de quebra, aproveitar para se livrar daquelas que não são realmente importantes.

Se você está em dúvida de onde o seu filho deve estudar, leia o meu post 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos

Em tempos onde somos inundados por informações e constantemente conectados a redes sociais, a ansiedade é considerada pelo psiquiatra Dr. Augusto Cury como o novo “mal do século”.

E então vem a seguinte questão: como preparar os nossos filhos para esse mundo “plugado” e repleto de situações que geram ansiedade? Como ajudá-los a se tornarem adultos autoconfiantes, capazes de gerir suas emoções para tomarem decisões equilibradas em momentos de stress?

Uma forma é os ensiná-los a desenvolver habilidades socioemocionais. A Aprendizagem Socioemocional é a parte do desenvolvimento que tem a ver com sentimentos, relacionamentos e com a capacidade do ser humano de adequar seus comportamentos, pensamentos e emoções, de acordo com a situação que está vivendo.

Aprendendo a controlar suas emoções, nossos filhos serão mais capazes de se expressar, de demonstrar empatia para com os outros, de lidar com a frustração, de tomar decisões e de aprender melhor.

O apredizado socioemocional começa no nascimento e continua a se desenvolver ao longo da vida. Dessa forma, a qualidade do relacionamento do pai e da mãe com a criança é muito importante para o seu desenvolvimento. As primeiras experiências positivas da criança influenciam a forma como o seu cérebro se desenvolve. O relacionamento de afeto com os pais, se desenvolve durante os primeiros anos de vida da criança, e é construído através de repetidas interações. Estas interações ocorrem através de tentativas da criança de se aproximar física e emocionalmente e da consequente reação dos pais (ou cuidador).

Esse relacionamento tem uma influência duradoura sobre a forma como a criança se sente sobre si mesmo, como ela pensa e interage com seu mundo, e o que ela espera dos outros e é o cerne do bem-estar socioemocional da criança.

Essas percepções contribuem para a autoconfiança da criança, sua capacidade de desenvolver amizades significativas e duradouras, seu senso de importância e valor para aqueles ao seu redor. Portanto, papai e mamãe, não poupem seus filhos de afeto, carinho e principalmente, atenção!

Dedique a eles todos os preciosos minutos que vocês tem juntos e aproveite todas as oportunidades para rir e brincar com o seu filho e dar um gritos também, quando necessário. Afinal, educar não é tarefa fácil e não são só bons momentos, mas tudo vale a pena para que nossos filhos se tornem pessoas boas e equilibradas.

Então, inspire fundo e mãos à obra! Se você gostou deste post deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Qual a educação que buscamos para os nossos filhos?

Até a próxima!

Você já ouviu falar em SEL?

SEL significa Social and Emotional Learning, ou em português, Aprendizagem Socioemocional.

A Aprendizagem Socioemocional é um processo educacional que desenvolvem habilidades mentais para entender e gerir as emoções. Essas habilidades mentais são fundamentais para estabelecer objetivos realistas, para cultivar relacionamentos duradouros, para demonstrar empatia pelos outros, para tomar decisões e resolver problemas de forma construtiva e ética.

SEL nasceu nos Estados Unidos com a implementação de programas de aprendizagem socioemocional nas escolas, na década de 90. Hoje programas de SEL são aplicados por diferentes países, desenvolvendo as habilidades mentais das crianças.

O desenvolvimento socioemocional das crianças influencia todas as outras áreas do desenvolvimento: cognitivo, motor, e desenvolvimento da linguagem e, todos estes desenvolvimentos, são fortemente influenciados por como a criança se sente e como ela é capaz de expressar suas ideias e emoções.

Profissionais definem o desenvolvimento socioemocional em crianças pequenas como sendo a saúde mental na primeira infância. O desenvolvimento socioemocional saudável inclui a capacidade de:

  • Formar e manter relações positivas
  • Experimentar, gerenciar e expressar emoções
  • Explorar e interagir com o ambiente

As crianças com habilidades socioemocionais bem desenvolvidas são mais capazes de:

  • Expressar suas ideias e sentimentos
  • Demonstrar empatia para com os outros
  • Gerir seus sentimentos de frustração e decepção com mais facilidade
  • Sentir-se confiante
  • Fazer e cultivar amizades mais facilmente
  • Ter melhor aproveitamento escolar

No Brasil, há alguns programas educacionais de aprendizagem socioemocional no ambiente escolar, como por exemplo o Programa Compasso e a Escola da Inteligência.

O Programa Compasso Socioemocional é uma adaptação brasileira do programa Second Step, desenvolvido pelo Committee for Children. O Second Step já foi traduzido, adaptado e implementado em 12 países. A versão em inglês do programa já foi utilizada em mais de 70 países.

A Escola da Inteligência é um programa educacional, com mais de 450 escolas conveniadas, fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, elaborada pelo Dr. Augusto Cury.

Esses programas educacionais funcionam como uma espécie de caixa de ferramentas onde as crianças aprendem a utilizá-las para conhecer melhor suas emoções e saber lidar com elas. Será que a escola do seu filho se preocupa com isso?

Mas a escola não é a única responsável por ensinar as crianças a lidar com as suas emoções e, os pais, têm um papel fundamental nesse desenvolvimento. Leia mais sobre o assunto em Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos e 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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Dicas para Evitar Crises Nervosas Fora de Casa

Durante um passeio longo ou uma viagem, toda a família sai da rotina e bagunça os horários de descanso e refeição. No entanto o sono, a fome e o cansaço são elementos perfeitos para desencadear uma crise.

Se você vai sair para passear com o seu filho, com certeza você quer aproveitar bastante o tempo que passarem juntos, certo? Então, aqui estão algumas dicas para o seu passeio ser tranquilo e divertido para todos.

Tenha sempre comida por perto: em geral as crianças perdem o controle quando estão com sono, cansadas ou com fome. Se você está saindo para um passeio longo ou uma viagem de férias cansativa, leve sempre com você água e comida e o incentive a ter alguns momentos de descanso. A hora do piquenique, além de prazerosa, é uma oportunidade para o seu filho parar um pouquinho e descansar.

Não perca para o seu filho: isso as vezes parece impossível, mas tenha em mente que nós adultos somos mais experientes que nossos filhos e portanto mais espertos que eles. Se o seu filho insiste em algo até conseguir e acaba te vencendo pelo cansaço, proponha uma alternativa que ele aceite, dessa forma você é que ganha a disputa, e não ele. Só entre na batalha se for pra ganhar. Se você não está com paciência para manter a sua posição até o final, ceda logo e deixe ele fazer o que está pedindo.

Não tente impor limites quando as crianças estão cansadas: é muito normal querermos repreender um mau comportamento, principalmente se estivermos em público, onde o pai ou a avó estão presentes e cobram de nós uma atitude mais dura com a criança. São nos momentos de cansaço que as crises acontecem com mais frequência e, se elas já estão cansadas, há grandes chances de você perder essa batalha. Se você se interessou por esse assunto, leia também o meu post A Melhor Hora para Educar o Seu Filho.

Não crie expectativas exageradas: se vai fazer uma viagem para a Disney, por exemplo, é normal criarmos expectativas, mas tenha em mente que vocês terão momentos maravilhosos e outros chatos e desgastantes, como em qualquer viagem. Fazendo isso, estará preparada para lidar com as situações difíceis sem perder a esportiva e ficar frustrada quando algo der errado. Se um voo atrasar, uma mala extraviar, um carro quebra ou o seu marido ficar estressado, mantenha a calma e o bom humor, pois tudo vai se resolver. Dessa forma, poderão aproveitar os momentos bons que terão juntos e na volta terão várias estórias “engraçadas” pra contar.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.