5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho

Se você está na fase de escolher uma escola para o seu filho e está se sentido perdida, tenha calma. Você não é a única e é muito natural que fiquemos ansiosas na escolha da escola.

Para ajudar os pais que estão passando por esse momento, elaborei uma lista simples com 5 itens que me ajudaram a escolher a escola para os meus filhos. Espero que sejam úteis pra você também! Essas dicas valem para crianças que estão em formação e cursando até o nono ano, a partir daí ela vai entrar no ensino médio e tem que realmente se preparar para o vestibular.

1 – Escolha uma escola perto da sua casa: as vezes ficamos tentadas a colocar nossos filhos para estudar perto do nosso trabalho para facilitar a nossa logística. Não imprima uma rotina de adulto para o seu filho fazendo ele acordar cedo e enfrentar engarrafamento na ida e na volta da escola. Ele vai acabar dormindo no carro e vai transformar a sua vida num inferno quando chegar em casa com a bateria recarregada. Criança precisa de vida de criança e isso significa estudar perto de casa.

2 – Escolha uma escola alinhada aos seus valores: o objetivo da escola não é apenas fazer com que o seu filho aprenda um monte de coisas que você pode encontrar no google. A escola será o ambiente onde o seu filho vai socializar com outras crianças, aprender a compartilhar, a respeitar os outros, a fazer parte de uma instituição com determinadas regras, a lidar com as suas frustrações, a ter prazer em estudar e descobrir as coisas. Você concorda com os valores da escola, com o método pedagógico que ela utiliza, com a postura dos professores? Para saber mais sobre esse assunto, leia o post Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

3 – Escolha uma escola que você possa pagar: educação é um item extremamente importante mas, ela não vem só da escola, vem também de casa e das experiências que a criança tem com o mundo. Invista numa escola que você considere boa, mas que esteja dentro do seu orçamento. Pense que se você tiver um dinheiro mensal extra, poderá proporcionar momentos incríveis para a sua família fazendo uma viagem de férias, por exemplo. Qual a experiência mais rica: estudar numa escola bilíngue ou fazer uma poupança para o seu filho fazer intercâmbio?

4 – Escolha uma escola com atividades extracurriculares: as atividades extracurriculares como futebol, capoeira, vôlei, balé, natação, coral, musicalização, línguas, artes, etc., são ótimas oportunidades para o seu filho ter contato com diferentes atividades que vão proporcionar um desenvolvimento psicomotor que ajudam no desenvolvimento cognitivo. Atividades físicas melhoram o aprendizado e a memória e atividades artísticas trabalham a criatividade e são uma boa forma da criança se expressar. Se a escola inclui atividades extras no seu currículo é um sinal de que ela está preocupada em desenvolver essas habilidades como forma de complementar o que é dado em sala de aula. Se estiver incluído na mensalidade, melhor ainda.

5 – Escolha uma escola com um espaço que estimule o desenvolvimento: em geral vivemos em cidades, em prédios ou em casas com um quintal pequeno. Sempre que possível tente escolher escolas que ofereçam espaços onde a criança possa ter contato com a natureza. Brincar na areia, ver passarinhos e colher frutas nas árvores estimulam o desenvolvimento dos sentidos, o amor pela natureza e a alegria de viver, além, é claro, de proporcionar espaço para eles correrem à vontade e gastarem bastante energia!

Você deve estar se perguntando: como eu vou saber todas essas informações antes de matricular o meu filho? Realmente é muito difícil responder todas essas perguntas de forma precisa antes de ter um maior contato com a escola, mas dá para se ter uma boa ideia conversando com pessoas da direção e pais de alunos. E, por mais “definitiva” que esta decisão possa parecer, não é! Claro que queremos acertar de primeira mas, se não der certo, há sempre a possibilidade de mudar de escola.

Uma vez tomada a sua decisão, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento do seu filho. Procure feedback dos professores e esteja aberta a ouvir o que eles têm a dizer. Observe o comportamento do seu filho pois ele será o termômetro que você precisa para adequar alguma situação.

E, se tudo der errado, não se desespere! Inspire fundo e recomece. Eu sempre gosto de pensar que da segunda vez é sempre mais fácil!

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Boa sorte na sua escolha!

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Qual a Educação que Buscamos para os Nossos Filhos?

A escola da escola onde nossos filhos vão estudar é sempre uma decisão difícil. Depende de vários fatores e com frequência nos perguntamos, “será que fizemos uma boa escolha?”

O que buscamos para a educação dos nossos filhos? O sistema de ensino brasileiro é dito “conteudista”, onde se preocupa em passar uma grande quantidade de informações para as crianças sem se preocupar se elas estão preparadas para apender tudo aquilo. Testes como o vestibular ou mesmo o Enen, muitas vezes, levam os pais a optar por uma escola tradicional, com muitos exercícios, repetição e testes. Mas a questão é: será que este modelo vai preparar nosso filho para a vida?

A aprendizagem socioemocional é fundamental não apenas para melhorar o desempenho acadêmico, mas também para ensinar habilidades comportamentais essenciais para ser bem sucedido em todas as áreas da vida.

Isso exige pensar que as competências cognitivas, conhecidas como interpretar, refletir, pensar abstratamente e generalizar aprendizados, deixem de ser o objetivo principal da educação e passem a ser a uma consequência do aprendizado socioemocional.

Pesquisas revelam que alunos que têm competências socioemocionais mais desenvolvidas apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de caráter”, o escritor e jornalista americano Paul Tough coloca que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização.

A teoria das cinco dimensões, também conhecida como Big Five Model, analisa a personalidade humana a partir de cinco dimensões:

Abertura a novas experiências:  tendência a ser aberto a novas experiências estéticas, culturais e intelectuais. O indivíduo aberto a novas experiências caracteriza-se como imaginativo, artístico, excitável, curioso, não convencional e com amplos interesses.

Consciência: inclinação a ser organizado, esforçado e responsável. O indivíduo consciente é caracterizado como eficiente, organizado, autônomo, disciplinado, não impulsivo e orientado para seus objetivos (batalhador).

Extroversão: orientação de interesses e energia em direção ao mundo externo e pessoas e coisas (ao invés do mundo interno da experiência subjetiva). O indivíduo extrovertido é caracterizado como amigável, sociável, autoconfiante, energético, aventureiro e entusiasmado.

Amabilidade: tendência a agir de modo cooperativo e não egoísta. O indivíduo amável ou cooperativo se caracteriza como tolerante, altruísta, modesto, simpático, não teimoso e objetivo (direto quando se dirige a alguém).

Estabilidade Emocional: previsibilidade e consistência de reações emocionais, sem mudanças bruscas de humor. Em sua carga inversa, o indivíduo emocionalmente instável é caracterizado como preocupado, irritadiço, introspectivo, impulsivo, e não-autoconfiante.

Nesse mundo que estamos vivendo, onde cultua-se o “ter” e não o “ser” o que estamos ensinando os nossos filhos? Será que estamos trabalhando nos nossos filhos essas 5 dimensões? Em que ambiente os nossos filhos estão crescendo? Essas são habilidades que eles estão desenvolvendo em casa e na escola?

Se a resposta é não, talvez valha rever o seu dia a dia em busca das coisas que realmente vão contribuir para o desenvolvimento saudável do seu filho e valorizá-las e, de quebra, aproveitar para se livrar daquelas que não são realmente importantes.

Se você está em dúvida de onde o seu filho deve estudar, leia o meu post 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos

Em tempos onde somos inundados por informações e constantemente conectados a redes sociais, a ansiedade é considerada pelo psiquiatra Dr. Augusto Cury como o novo “mal do século”.

E então vem a seguinte questão: como preparar os nossos filhos para esse mundo “plugado” e repleto de situações que geram ansiedade? Como ajudá-los a se tornarem adultos autoconfiantes, capazes de gerir suas emoções para tomarem decisões equilibradas em momentos de stress?

Uma forma é os ensiná-los a desenvolver habilidades socioemocionais. A Aprendizagem Socioemocional é a parte do desenvolvimento que tem a ver com sentimentos, relacionamentos e com a capacidade do ser humano de adequar seus comportamentos, pensamentos e emoções, de acordo com a situação que está vivendo.

Aprendendo a controlar suas emoções, nossos filhos serão mais capazes de se expressar, de demonstrar empatia para com os outros, de lidar com a frustração, de tomar decisões e de aprender melhor.

O apredizado socioemocional começa no nascimento e continua a se desenvolver ao longo da vida. Dessa forma, a qualidade do relacionamento do pai e da mãe com a criança é muito importante para o seu desenvolvimento. As primeiras experiências positivas da criança influenciam a forma como o seu cérebro se desenvolve. O relacionamento de afeto com os pais, se desenvolve durante os primeiros anos de vida da criança, e é construído através de repetidas interações. Estas interações ocorrem através de tentativas da criança de se aproximar física e emocionalmente e da consequente reação dos pais (ou cuidador).

Esse relacionamento tem uma influência duradoura sobre a forma como a criança se sente sobre si mesmo, como ela pensa e interage com seu mundo, e o que ela espera dos outros e é o cerne do bem-estar socioemocional da criança.

Essas percepções contribuem para a autoconfiança da criança, sua capacidade de desenvolver amizades significativas e duradouras, seu senso de importância e valor para aqueles ao seu redor. Portanto, papai e mamãe, não poupem seus filhos de afeto, carinho e principalmente, atenção!

Dedique a eles todos os preciosos minutos que vocês tem juntos e aproveite todas as oportunidades para rir e brincar com o seu filho e dar um gritos também, quando necessário. Afinal, educar não é tarefa fácil e não são só bons momentos, mas tudo vale a pena para que nossos filhos se tornem pessoas boas e equilibradas.

Então, inspire fundo e mãos à obra! Se você gostou deste post deixe o seu comentário e compartilhe! Leia também Qual a educação que buscamos para os nossos filhos?

Até a próxima!

Você já ouviu falar em SEL?

SEL significa Social and Emotional Learning, ou em português, Aprendizagem Socioemocional.

A Aprendizagem Socioemocional é um processo educacional que desenvolvem habilidades mentais para entender e gerir as emoções. Essas habilidades mentais são fundamentais para estabelecer objetivos realistas, para cultivar relacionamentos duradouros, para demonstrar empatia pelos outros, para tomar decisões e resolver problemas de forma construtiva e ética.

SEL nasceu nos Estados Unidos com a implementação de programas de aprendizagem socioemocional nas escolas, na década de 90. Hoje programas de SEL são aplicados por diferentes países, desenvolvendo as habilidades mentais das crianças.

O desenvolvimento socioemocional das crianças influencia todas as outras áreas do desenvolvimento: cognitivo, motor, e desenvolvimento da linguagem e, todos estes desenvolvimentos, são fortemente influenciados por como a criança se sente e como ela é capaz de expressar suas ideias e emoções.

Profissionais definem o desenvolvimento socioemocional em crianças pequenas como sendo a saúde mental na primeira infância. O desenvolvimento socioemocional saudável inclui a capacidade de:

  • Formar e manter relações positivas
  • Experimentar, gerenciar e expressar emoções
  • Explorar e interagir com o ambiente

As crianças com habilidades socioemocionais bem desenvolvidas são mais capazes de:

  • Expressar suas ideias e sentimentos
  • Demonstrar empatia para com os outros
  • Gerir seus sentimentos de frustração e decepção com mais facilidade
  • Sentir-se confiante
  • Fazer e cultivar amizades mais facilmente
  • Ter melhor aproveitamento escolar

No Brasil, há alguns programas educacionais de aprendizagem socioemocional no ambiente escolar, como por exemplo o Programa Compasso e a Escola da Inteligência.

O Programa Compasso Socioemocional é uma adaptação brasileira do programa Second Step, desenvolvido pelo Committee for Children. O Second Step já foi traduzido, adaptado e implementado em 12 países. A versão em inglês do programa já foi utilizada em mais de 70 países.

A Escola da Inteligência é um programa educacional, com mais de 450 escolas conveniadas, fundamentado na Teoria da Inteligência Multifocal, elaborada pelo Dr. Augusto Cury.

Esses programas educacionais funcionam como uma espécie de caixa de ferramentas onde as crianças aprendem a utilizá-las para conhecer melhor suas emoções e saber lidar com elas. Será que a escola do seu filho se preocupa com isso?

Mas a escola não é a única responsável por ensinar as crianças a lidar com as suas emoções e, os pais, têm um papel fundamental nesse desenvolvimento. Leia mais sobre o assunto em Como o Afeto dos Pais Ajuda na Formação dos Filhos e 5 Dicas para Escolher uma Escola para o Seu Filho.

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Dicas para Evitar Crises Nervosas Fora de Casa

Durante um passeio longo ou uma viagem, toda a família sai da rotina e bagunça os horários de descanso e refeição. No entanto o sono, a fome e o cansaço são elementos perfeitos para desencadear uma crise.

Se você vai sair para passear com o seu filho, com certeza você quer aproveitar bastante o tempo que passarem juntos, certo? Então, aqui estão algumas dicas para o seu passeio ser tranquilo e divertido para todos.

Tenha sempre comida por perto: em geral as crianças perdem o controle quando estão com sono, cansadas ou com fome. Se você está saindo para um passeio longo ou uma viagem de férias cansativa, leve sempre com você água e comida e o incentive a ter alguns momentos de descanso. A hora do piquenique, além de prazerosa, é uma oportunidade para o seu filho parar um pouquinho e descansar.

Não perca para o seu filho: isso as vezes parece impossível, mas tenha em mente que nós adultos somos mais experientes que nossos filhos e portanto mais espertos que eles. Se o seu filho insiste em algo até conseguir e acaba te vencendo pelo cansaço, proponha uma alternativa que ele aceite, dessa forma você é que ganha a disputa, e não ele. Só entre na batalha se for pra ganhar. Se você não está com paciência para manter a sua posição até o final, ceda logo e deixe ele fazer o que está pedindo.

Não tente impor limites quando as crianças estão cansadas: é muito normal querermos repreender um mau comportamento, principalmente se estivermos em público, onde o pai ou a avó estão presentes e cobram de nós uma atitude mais dura com a criança. São nos momentos de cansaço que as crises acontecem com mais frequência e, se elas já estão cansadas, há grandes chances de você perder essa batalha. Se você se interessou por esse assunto, leia também o meu post A Melhor Hora para Educar o Seu Filho.

Não crie expectativas exageradas: se vai fazer uma viagem para a Disney, por exemplo, é normal criarmos expectativas, mas tenha em mente que vocês terão momentos maravilhosos e outros chatos e desgastantes, como em qualquer viagem. Fazendo isso, estará preparada para lidar com as situações difíceis sem perder a esportiva e ficar frustrada quando algo der errado. Se um voo atrasar, uma mala extraviar, um carro quebra ou o seu marido ficar estressado, mantenha a calma e o bom humor, pois tudo vai se resolver. Dessa forma, poderão aproveitar os momentos bons que terão juntos e na volta terão várias estórias “engraçadas” pra contar.

Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

A Melhor Hora para Educar o seu Filho

Em geral, são nos momentos de sono, fome e cansaço que a criança fica mais chata e tem comportamentos inadequados. Nessa hora, é muito comum os pais tentarem impor limites à criança e, normalmente, esses são os piores momentos para se fazer isso.

Quando a criança está cansada, ela não responde adequadamente aos “comandos” dos pais porque já esgotou a sua capacidade de autocontrole. Se cobrarmos dela um determinado comportamento quando ela já não tem mais capacidade de resposta, ela acaba deixando as suas emoções dominarem a situação e pode entrar em crise. Os pais, além de perderem a “batalha” travada hora errada, acabam por se sentir frustrados e perdidos e culpados.

Então, qual é a solução? E se o meu filho bater numa pessoa? Eu não vou exigir que ele peça desculpas? Não. Definitivamente essa é uma situação que, não importa se o seu filho está cansado ou não, você não vai deixar que ele bata em alguém sem ser repreendido. Porém, é importante que a situação seja quebrada, senão ele vai acabar fazendo novamente justamente por que está cansado.

Se eu não devo educá-lo na hora que ele faz algo errado, quando vou fazer isso? Bom, é aí que está a chave do negócio. Você precisa ensinar o seu filho a ter autocontrole quando está descansado e pronto para aprender e não no momento de crise. No meu post Ensinando o Seu Filho a Controlar Suas Emoções eu dou algumas dicas de como fazer isso por meio de brincadeiras simples e divertidas.

Pesquisas científicas comprovam que o autocontrole traz inúmeros benefícios para a criança ao longo da sua vida. Além de controlarem a si mesmas, elas são capazes de compreender melhor os sentimentos dos outros e tem maior capacidade de tomar decisões.

Daniel Goleman em seu livro Focus mostra os benefícios de se adotar um programa de Aprendizagem Social e Emocional (SEL – Social and Emotional Learning) nas escolas. O autor Augusto Cury, em seu livro, Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século, fala sobre como nós falhamos em educar os nossos filhos para lidar com suas emoções e evitar que a ansiedade se torne um problema na vida deles.

Como pais de uma nova geração podemos ser expectadores e ver os nossos filhos em meio a um mar de informações desconexas, ou podemos atuar mais ativamente, ensinando-os a lidar com seus sentimentos, construindo pontes para tornarem-se pessoas emocionalmente preparadas para lidar com as situações difíceis da vida.

Inspire-se e mão à obra! Se você gostou deste post, deixe o seu comentário e compartilhe! Se você quer saber mais sobre o assunto, leia mais sobre 3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho.

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Quando a Pirraça Vira Crise Nervosa

Em geral, a criança faz pirraça quando é privada de algo que ela quer como por exemplo, um brinquedo, jogar vídeo game ou comer gostosuras. Em seguida a criança começa a fazer “feiura” para chamar a atenção: chamar a mãe de “mentirosa”, dizer “isso não é justo” ou “você nunca me deixa fazer isso”, chorar, gritar, bater, se jogar no chão, se debater, etc. Neste ponto o seu filho já perdeu o autocontrole.

Não se desespere. Inspire fundo e vamos lá! Aqui estão alguns passos para ajudar a acalmar a criança. Se o passo 1 não funcionar, tente o passo 2 e assim sucessivamente.

Passo 1: não dê atenção a comportamentos indesejáveis. A minha primeira tentativa é ignorar a criança. Se ela só está querendo chamar a atenção, ignorando o seu mau comportamento não estará dando a ela o que quer: atenção. Assim você ganha e, como a tentativa de chamar a sua atenção não deu certo, a tendência é ela parar o “chilique”.

Passo 2: peça pra a criança para respirar. Um exercício que eu gosto de fazer com o meu filho de 4 anos, quando ele chega nesse ponto, é pedir para ele respirar fundo dez vezes. Prestar atenção na respiração faz com que ele foque em algo diferente e se acalme.

Passo 3: coloque ela num canto para pensar. É importante que a criança aprenda a se acalmar sozinha e uma forma de fazer isso é cortar os estímulos externos. Coloque a criança em algum lugar, pode ser sentadinha num banco ou mesmo num degrau, fique no nível da criança e repita o passo 2. Peça para ela se acalmar e para ninguém falar com ela por algum tempo. Dê a ela de 3 a 5 minutos até que ela se acalme. Se ela bater uma porta ou chutar a parede, ignore, pois afinal, ela quer sua atenção.

Passo 4: mude de assunto. Quando a pirraça se transformou numa crise nervosa, muitas vezes a criança demora pra se acalmar. Depois que ela se acalmou, pode ser que ela ainda chore “lembrando” da tristeza que ela sentiu. Nesse momento é importante distrair a criança com alguma coisa. Conte uma piada, fale de um personagem que ela goste, faça cosquinhas, enfim, vale qualquer coisa pra ela dar um sorriso e sair do estado emocional que ela se encontra.

Passo 5: peça ajuda. Se você está super cansada e estressada, muito provavelmente você não é a pessoa mais indicada para ajudar o seu filho neste momento. É muito normal nós ficarmos frustradas por causa disso, mas, as vezes sair de cena e chamar alguém próximo pode ser uma saída menos sofrida pra todo muito. Isso não é o fim do mundo e você terá muitas outras oportunidades de ajudar o seu filho quando estiver se sentindo melhor.

Esses passos vão te ajudar a agir quando o seu filho entrar em crise, mas cada criança reage de uma forma diferente. Portanto, se não funcionou com você, seja criativa e pense em outras maneiras para ajudá-lo a se acalmar. Se você tem alguma técnica que deu certo com o seu filho, compartilhe com a gente!

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Ensinando o Seu Filho a Controlar Suas Emoções

Para praticar o autocontrole é necessário que a criança reconheça os seus sentimentos. Depois ela vai precisar saber como lidar com as suas emoções. Neste post eu proponho utilizar algumas técnicas simples para ajudar os nossos filhos neste processo.

Reconhecendo os Sentimentos

Uma forma de trabalhar a auto percepção da criança é utilizar carinhas que expressem os diferentes sentimentos: raiva, medo, alegria e perguntar para ela como está sentindo naquele momento e o que sentiu num determinado momento de crise.

Preparei umas cartas de sentimentos para você jogar com o seu filho e falar sobre suas emoções. Você pode imprimir 2 vezes e jogar como jogo da memória ou mímica, onde um adivinha a cara que o outro está fazendo.

Essa brincadeira, além de divertida, vai ajudar a criança reconhecer seus próprios sentimentos. Quando ela se sentir frustrada, peça para ela respirar fundo, pergunte qual o problema e como ela se sente.

Lidando com as Emoções

O segundo passo é ensinar a criança como lidar com as suas emoções. O que ela deve fazer quando estiver com medo ou com raiva? Se jogar no chão, bater, chorar ou fugir, não vai resolver a situação. Uma forma de fazer a criança refletir sobre o seu comportamento é utilizar um sinal de trânsito. Esse exercício foi criado pelo psicólogo Roger Weissberg, na década de 80, como parte de programa pioneiro chamado “desenvolvimento social” para escolas públicas de New Haven. Hoje, essa técnica é utilizada por milhares de escolas em todo o mundo e você pode utilizá-la também.

  • O vermelho significa: pare e se acalme.
  • O amarelo significa que ela deve pensar nas possíveis formas de resolver o problema e escolher a melhor.
  • O verde é o sinal para ela tentar fazer o que ela planejou e ver se funciona.

Desenhe um sinal de transito com a criança e peça para ela se lembrar do sinal quando estiver se sentindo frustrada. Dê um exemplo de uma situação real que vocês tenham vivido e construam a solução juntos. Por exemplo: lembra no sábado, na casa da vovó, que a mamãe disse que você não podia comer gostosura antes de almoço (situação de fome) e que você ficou com raiva e chorou muito? Então, quando você chorar, eu quero que você se lembre do sinal vermelho, que significa parar. Toda a vez que você sentir raiva, a gente vai parar e respirar fundo 3 vezes.

A próxima luz do sinal é o amarelo: que é quando a gente vai pensar em como resolver a situação. O que a gente pode combinar para não brigar por causa da gostosura? Aqui vocês têm que construir uma solução que seja factível e principalmente que você “ganhe” da criança, ou seja, que ela vai fazer o combinado. Para que funcione, as vezes temos que ceder um pouco na negociação. Faça um combinado! Que tal se a mamãe deixar você comer um tic-tac antes de almoço (afinal o que é uma balinha de tic-tac?) depois que você comer tudo, você pode comer a gostosura? Assim, a criança vai fazer o que você quer e vai ficar satisfeita porque foi ouvida e parcialmente atendida.

Pondo em Prática

O terceiro passo e mais importante é pôr em prática. O que você fez com o seu filho foi construir um caminho para ajudar vocês dois a sair de uma determinada situação de uma forma aceitável para os dois. Então é importante que você seja consistente e, no momento em que a situação aparecer você cobre dele executar o plano que vocês construíram. Lembre-se dos passos e tenho certeza que vocês vão se sair bem.

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3 Regras para Minimizar as Crises Nervosas do Seu Filho

Você já se sentiu perdida e frustrada quando, de repente, aquele passeio no parque, ou aquela viagem tão esperada com o seu filho, se transformou num verdadeiro caos? Então fique tranquila. Você é só uma mãe normal que tem que lidar com situações onde o seu filho perdeu o controle, e talvez, você também!

Depois que passa aquele momento de frustação e fracasso, vem a questão? O que eu fiz de errado, e o que posso fazer diferente?

Quando vamos buscar ajuda, geralmente lemos textos muito bem escritos sobre como impor limites para o seu filho e como isso é importante para que ele cresça de forma saudável. Então, nós mães, sempre buscando o que é melhor para os nossos pimpolhos, nos enchemos motivação, coragem e paciência para educá-los e tentar colocar em prática o que aprendemos.

Mas, na hora “H”, dá tudo errado, toda a teoria vai por água abaixo e a gente acaba histérica, gritando com a criança e parece que nada do que a gente fez, com tanto esforço e cuidado, adiantou.

Tenho um filho de 4 anos que perde o controle várias vezes e me dá bastante trabalho. Para tentar ajudar pais e mães com problemas desse tipo, elaborei algumas regrinhas para minimizar as crises nervosas do seu filho baseado na minha experiência e observação.

Regra nº 1: evite as crises. Essa é a regra número 1 e a mais difícil de todas. Afinal, se o seu filho não tem crises nervosas você não estaria lendo esse post. Por isso escrevi um post dedicado para te ajudar a evitar as crises nervosas do seu filho.

Regra nº 2: uma vez na crise, tente acalmar o seu filho e a você mesma. A segunda regra é bem óbvia, mas as vezes acalmar uma criança não é tarefa fácil e ficamos esgotadas tentando várias maneiras de fazê-lo. É nesse ponto que nos sentimos frustradas vendo os nossos pimpolhos sofrendo sem conseguir ajudá-los de forma eficiente. No meu post Quando a Pirraça vira Crise Nervosa escrevo sobre 5 passos que podem ser úteis para acalmar o seu filho.

Regra nº 3: depois da crise, ajude o seu filho a controlar suas emoções, assim você estará reforçando a regra nº1. A terceira regra é a mais importante de todas. São nos momentos gostosos com o seu filho que você poderá ensinar a ele a entender o que ele sente e construírem juntos um caminho para ele controlar as suas próprias emoções.

Quando estava viajando com o meu marido em Ushuaia, numa van a caminho da estação de esqui, um cara muito engraçado falou o seguinte: “filho é que nem videogame, tem várias fases e a fase seguinte é sempre mais difícil que a anterior”. Achei essa frase incrível, pois é uma grande verdade.

Temos que curtir cada fase dos nossos filhos. Amar é educar e, é na primeira infância que vamos ensinar os nossos pequenos a lidar com as frustrações e prepará-los para a fase seguinte!

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